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23 de setembro de 2009

Do número 23

O número 23, aliás os dias 23, pra ser mais específico, têm um significado todo especial aqui em casa. Geralmente, de mau agouro. Mais para a minha mãe do que para mim, mas enfim.

As duas melhores amigas da minha mãe fazem aniversário num dia 23. Uma em junho (aliás fazia, já morreu, câncer), a outra em setembro (aliás, hoje).

Minha mãe e meu pai se casaram em um dia 23 (fevereiro, 1980).

Meu pai morreu em um dia 23 (maio, 2000).

O dia 23 fica aparecendo nas coisas mais aleatórias. Parece um filme do Jim Carrey (aquele ruim). Tipo no carro da minha mãe, cuja placa era DIA 2354.

A última é: 23 de setembro de 2009, minha pastora alemã morreu.

Já há algum tempo ela não vivia comigo. Quando meu pai morreu e minha mãe quis mudar para um apartamento, tivemos que encontrar um lugar para ela. Os últimos 5 anos ela passou na casa de uma tia minha, em Piracicaba, que mora nesta vila que vocês podem ver na foto - minha última com ela.


Ela já estava doente há um tempo, coisa de cachorro de 13 anos de idade. Foi melhor pra ela, acho.

Postei ouvindo Candy.

27 de julho de 2009

Meu reino por um punhado de catnip

Eu planejava nem ligar o computador hoje à noite, mas depois do que aconteceu não teve jeito.

Cena patética do ANO.

Estava no meu quarto, recostado na cama, contando pra minha mãe como foi meu dia de hoje (#GDIM). Eis que minha gata, vamos chamá-la por um nome carinhoso como Mrs. Norris (e isso não é uma referência a Harry Potter, mas ao Chuck Norris), deita-se fofa e confortavelmente sobre minha barriga. Digo fofa referindo-me à barriga, não à gata. Mas que ela estava uma gracinha, estava.

É importante dizer que ela estava um amorzinho, porque quem a conhece sabe que isso é incomum. Ela é uma gata traiçoeira, daquelas que gostam de ficar embaixo da cama com as patinhas pra fora tentando cortar seu tendão de aquiles com as unhas, ou que te lambem só pra amaciar antes de morder.

Então, vê-la assim num raro momento de fofura é um alento.