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11 de novembro de 2009

27 minutos

Tenho exatos 27 de bateria no computador. Se você não ficou sabendo, vai ganhar o título de pessoa mais desinformada do Brasil. E também de pessoa mais sortuda, porque ou estava dormindo quando tudo aconteceu, ou continuou assistindo ao Casseta & Planeta como se nada tivesse acontecido.
Estamos no meio de um blecaute.



O marcador subiu para 39 minutos porque eu desliguei o wireless.

Aí você pergunta como eu estou blogando sem conexão. Não, não estou usando a internet do celular porque não quero que a bateria dele acabe. Estou escrevendo para postar depois. Para a posteridade.

33 minutos

E está o maior calor aqui, sem ventilador. O telefone toca.

26 minutos

Voltei e a bateria está indo embora.

Eu ia postar alguma coisa sobre o dia de hoje. Tava pensando que ia ser um post mixuruca, até vir esse blecaute. Que foi a coroação de um dia de merda. Ficou perto do final, sim, mas como não pode ser bom até o absoluto final, aconteceu isso.

29 minutos, e decidi que o contador não é confiável. Vou salvar o arquivo.

Sabe aqueles dias em que parece que tudo o que você faz, no trabalho, não dá resultado? Minha SEMANA. Pelo menos até agora. Espero conseguir reverter isso nos próximos dias. O pior é pensar que esse blecaute vai ser a pauta da semana do século, e que vai sobrar pouco espaço nos jornais pra falar sobre outras coisas. Certo? E quem se fode?

26 minutos de novo

No finzinho do expediente veio pelo twitter um convite de uma amiga que não vejo faz tempo pra ver 500 Dias Com Ela. Convite não, um aviso: tô indo com fulana no cinema tal horário tal. Considerei um convite, tentei ligar avisando que ia mas não fui atendido, então apareci de surpresa já na sala de cinema. E perdi 8 reais, porque ela tinha convite para ver de graça.

24 minutos

O filme foi excelente. Trilha sonora excelente, roteiro excelente, muitas coisas muito excelentes e surpreendentes que não quero contar pra não estragar para você, cinéfilo leitor [/RMM]. Porque eu honestamente não esperava muito - esperava só que não fosse uma comédia romântica tradicional - e de fato não foi. Fox Searchlight, selo de filme "independente", diretor novato... ideias novas! Recomendo fortemente. Mas não é para os fracos e românticos losers como eu e o personagem do filme. Porque me lembrou Ela.

22 minutos

500 Dias Com Ela. 1 ano, 4 meses e 5 dias. Se não for bissexto (outras condições talvez se apliquem). 500 dias com Ela. Notou? Ela está até no título.

20 minutos

Por que me afeta ainda?

19 minutos

Neste novembro faz 7 anos que conheci Ela. Não sei exatamente o dia, mas foi nessa época. Quando acabar a bateria, daqui a 17 minutos, já vai ser meia noite. Dia 11, exatos 5 meses desde que a vi pela primeira vez. E pela última vez.

13 minutos

Passado o choque do filme, as companhias se mostraram divertidas como sempre. Nada como 2 dedos e 10 minutos de prosa andando sem destino pelo shopping, com conversas sem pé nem cabeça, pra curar dor de filme. Talvez até uma luz no fim do túnel tenha aparecido hoje.

12 minutos

Mas pra mostrar que não há esse negócio de luz no fim do túnel, me aparece uma dessas. Aposto que esse blecaute foi feito pra mim e pra todos os esperançosos. (E pro Rob, já que nada dá certo pra ele como default)

10 minutos

E voltando pra casa, quando deu o blecaute, até as rádios pararam de transmitir. Cheguei a pensar em atentado com bomba de pulso eletromagnético [alguém disse "neurótico"?]. Comecei a procurar as poucas rádios que funcionavam, achei uma ou duas. E a rádio disse que lá onde Ela mora, também está escuro.

8 minutos

Pergunto-me o que Ela estará fazendo.

7 minutos

Na verdade não quero saber. Não devia querer. Nem ligo.

6 minutos

Será que Ela encontrou a luz no fim do túnel?

5 minutos

Será que Ela tem uma vela, uma lanterna?

4 minutos

Será que Ela está em casa, que está tudo bem?

3 minutos

Não quero saber.

2 minutos

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

1 minuto

Na verdade, só quero acreditar que estamos vendo a mesma escuridão.

4 de março de 2009

Os franceses têm nome para um calor assim

No final de junho de 2006, quando cheguei a Bordeaux para fazer um curso de francês de 4 semanas, percebi que meti os pés pelas mãos quando comprei um casaco.

Ainda bem que não foi um casaco caro.

Obviamente eu sabia o que era verão no hemisfério norte, mas como a cidade fica no paralelo 44 (bem mais longe do equador do que o paralelo 23, onde está São Paulo), pensei que o verão fosse agradável e que à noite até precisasse, de vez em quando, de um casaco.

O que eu não sabia é que, no verão, eles têm uma tal de canicule.