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23 de dezembro de 2009

Avatar

Alguns posts atrás, eu comentei que não deveria esperar muito de um filme cujo trailer tinha somente uma fala (e era uma fala estúpida: "This is great") e só cenas de ação. Foi bom pensar assim, porque com baixas expectativas, Avatar me surpreendeu. Não muito, mas surpreendeu.
A história se passa em Pandora, no ano 2154 (da Terra). Pandora é um satélite do planeta Polyphemus, que orbita a estrela Alpha Centauri A. Uma corporação investiu muita grana para extrair um metal, o unobtanium (unobtainable = inobtível), que vale milhões de dólares o quilo. Lá, encontraram resistência do povo nativo, os Na’vi, que são azuis. Para tentar diminuir a resistência dos Na’vi, e conhecer melhor a natureza do planeta, a corporação tem uma equipe de cientistas que desenvolveu os Avatares, corpos com DNA Na’vi e humano, que são “pilotados” pelos humanos cujo DNA foi usado. Um destes pilotos foi assassinado antes de ir para Pandora, então seu irmão gêmeo, Jake Sully, um ex-fuzileiro naval, foi chamado para tomar seu lugar, já que seu DNA é igual.
O roteiro não tem nada intrinsicamente novo. É a história do invasor que se une aos nativos injustiçados, motivado pelo seu amor por uma nativa e por sua compreensão da cultura local. O único personagem que se transforma, nessa história, é próprio Jake Sully, que no começo é um soldado entre cientistas, com pouco interesse pelo povo Na’vi.
Um ponto interessante do filme é que ele conta a história da mineração, mas num nível interplanetário. O que a corporação está fazendo em Pandora é o mesmo que foi feito na África e na América durante muito tempo: as corporações dos países ricos localizavam grandes reservas minerais e de pedras preciosas e expulsavam os nativos. Ainda bem que hoje em dia isso mudou. Pelo menos na minha experiência com mineradoras, vi que o trabalho de relacionamento com as comunidades é muito sério. Claro que facilita quando você tem algo a oferecer que interesse a essas comunidades. No caso dos Na’vi, nada que os humanos pudessem oferecer lhes interessaria, tudo o que eles queriam era continuar no lugar deles.
A referência mais próxima que eu tenho para os Na’vi são os elfos. Eles têm alguns aspectos que se parecem com estereótipos de tribos nativas africanas, mas com uma leveza e elegância élfica. Por outro lado, sua ligação com a natureza não é mística, como a dos elfos. Eles literalmente conectam seus neurônios com os dos outros seres vivos. Isso lhes dá uma compreensão holística da natureza, e eles entendem o papel de cada ser vivo no mundo. Isso me lembrou os elfos da série Eragon, que como parte do treinamento têm de aprender a sentir os outros seres e se conectar a eles. Por falar em Eragon, a floresta de Pandora é muito parecida com o que imaginei de Ellesméra.
Eu disse que o roteiro fraco, mas ainda assim ele é bem amarrado. Detalhes que são apresentados no começo do filme são retomados de forma importante mais tarde, então não tem nada sobrando. Os diálogos não se destacam, mas algumas falas de efeito do Quaritch, chefe de segurança e vilão principal, são boas, no nível de “Adoro o cheiro de napalm pela manhã”.
Os efeitos são, naturalmente, surpreendentes. Na minha opinião, o filme quase pode ser considerado uma animação, já que praticamente tudo é computação gráfica. Todo o cenário da floresta é CG, os personagens Na’vi são CG, os helicópteros e armas são CG. Ainda assim, boa parte do filme foi rodado da Nova Zelândia, local que, como sabemos desde O Senhor dos Anéis, tem paisagens que se prestam muito bem a esse fim. As próteses e props e objetos de cena foram feitos pela WETA Workshop, a mesma que fez armas e armaduras para O Senhor dos Anéis.

13 de novembro de 2009

(Insira um título alarmista aqui)

Hoje de manhã, em sua participação no jornal da Rádio Eldorado, Alexandre Garcia considerou um absurdo ficarmos à mercê da natureza. Uma tempestade, e o Brasil fica no escuro.

Alexandre Garcia é um cara que eu até respeito. Ouço com frequência no rádio e acho suas colocações em geral bem sensatas.

Mas HELLO? Ele realmente acredita que é possível não estar à mercê da natureza? Nós conseguimos controlá-la em termos: construímos casas pra não nos molhar, tomamos vacinas para não adoecer, temos desfibriladores para não morrer. Mas a natureza é muito mais forte. Ela pode derrubar nossas casas, causar mutações nos vírus, desligar nosso disjuntor. E ela pode nos deixar no escuro se ela quiser.

Ou ela pode simplesmente se implodir, quando ficar de saco cheio dessas pulgas andando por cima dela.

O que me leva ao filme que vi ontem, 2012. Muito bacana. E mostra exatamente isso: por mais que a gente tente, a natureza pode dar um jeito de nos mostrar o dedo do meio.

Claro que é um filme, que é um exagero, que os neutrinos não vão causar reações no núcleo do nosso planeta. Acho.

E falar do filme me leva novamente à Rádio Eldorado, hoje de manhã. Luiz Carlos Merten falava exatamente sobre o filme, que tem um presidente americano negro (Danny Glover).

Barack Obama daqui a 3 anos

Em entrevista ao Merten, o diretor Roland Emmerich disse que não era uma referência ao Obama. Era mera coincidência.

Meu pau.

A chanceler alemã é uma velhinha.

 De prefeita de Everwood a chanceler da Alemanha. Isso é que é plano de carreira, hein?

E o governador da Califórnia, que aparece só pela TV, é um ex-ator de filmes de ação que virou político, com sotaque enrolado.

12 de novembro de 2009

Coisas que aprendi hoje

1. O ser humano pode revelar seu lado mais animal quando você mexe na sua comida

Aproveitei que queria me desligar um pouco do mundo real e fui ao cinema no shopping Villa Lobos. Quem conhece o Villa Lobos sabe que é um shopping decente, bonito e bem frequentado, certo?

ERRADO!

Quando o Villa Lobos foi inaugurado, a campanha publicitária mostrava como os seus clientes eram diferenciados. Em um dos filmes, dois carros disputavam campeonato de gentileza na hora de oferecer a vaga do estacionamento para o outro. Em outro, as câmeras de segurança flagravam um rapaz correndo pelo shopping com uma bolsa na mão, mas era só para devolvê-la à dona. O que aconteceu hoje foi bem diferente.

Eu não vi com meus próprios olhos o começo, e isso é culpa do meu constante problema de timing. Decidi ir ao banheiro antes de comer, não depois, e perdi o barraco que aconteceu. Do relato da funcionária do Burger King, entendi o seguinte: a menina, de uns 16 anos, estava aguardando seu pedido ficar pronto. A atendente começou a registrar o pedido do sujeito que era o próximo da fila. O pedido dele ficou pronto primeiro, e enquanto ele aguardava os últimos ítens, a menina se debruçou sobre o balcão, olhou a comida e perguntou à atendente se era o dela. O sujeito ficou com a impressão de que o cabelo da menina tinha encostado nas onion rings dele (a atendente disse que não encostou, mas mesmo se tivesse encostado não justificaria o que ele fez a seguir). Ficou irritadinho e jogou as onion rings em cima da menina, gritando que ela tinha encostado na comida dele.

A mãe dela, boa cristã, tentou passar por cima do orgulho e virou a outra face. Comprou uma nova porção de onion rings pro cara. Quando foi entregar, ele jogou as onion rings em cima dela também.

Quando eu cheguei à praça, estavam mãe e filha encostadas no balcão do BK, filha chorando, mãe irada, segurança e uma moça random tentando acalmá-las. Do outro lado do ringue, no meio da praça, um babaca peitando dois seguranças. Ao redor, todos olhando para ele com cara de censura. Olhei com mais atenção e vi onion rings pelo chão e uma mesa com um sanduíche meio comido em cima.

Fiquei meio constrangido, porque eu queria comer no Burger King mas tinha gente chorando ali, naquele balcão onde eu pediria meu whopper com queijo. Pensei em ir em outro restaurante, mas era aquilo mesmo que eu queria. Além disso, eu tinha apenas 18 minutos até começar a sessão e nada seria tão rápido.

Enquanto eu pedia, me distraí um pouco da comoção e, quando vi, a mãe tinha ido para cima do cara, gritando "Você jogou em cima da minha filha! Você é um animal!" Depois disso, o babaca parece ter aceitado o convite dos seguranças de se retirar do recinto. A mãe e a menina, ainda inconformadas, tentaram terminar o lanche. A moça random ainda tentando acalmá-las.

2. Um filme cujo trailer tem apenas cenas de ação e nenhum diálogo não pode ter um roteiro bom.


Vai me decepcionar, James Cameron?

Ainda no assunto trailers: estou com o tema de Jogos Mortais na cabeça até agora. Aí você diz: claro, você acabou de ver Jogos Mortais e essa música gruda. Tananã, tananananã. Eu digo que não. Que durante o filme essa música não tocou nenhuma vez. Ou, pelo menos, não com um arranjo que a tornasse reconhecível.

Como nos filmes de terror de Hollywood nada se cria, tudo se copia (em geral, dos japoneses), acharam uma boa ideia colocar o tema de Jogos Mortais no trailer de um filme com a Cameron Diaz e o James Marsden (aka Ciclope). Calma, não é comédia romântica. Confira direto no iutubiú [/sonia], porque a incorporação está desativada. ¬¬

3. Mobile Me não é confiável.

Hoje esqueci meu celular em casa e precisei usar o Mobile Me, serviço de nuvem da Apple, para buscar uns contatos. Cadê? Lá dizia que eu tinha nenhum contato. Entrei no suporte via chat e o cara me disse que a única forma de pôr aqueles contatos de volta na nuvem seria resyncar pelo iPhone ou pelo Mac. E ambos estavam na minha casa. Ou seja: estaca zero. Ainda bem que não me roubaram ou coisa parecida, senão os contatos estariam perdidos para sempre.

4. Seu inferno astral não precisa ficar necessariamente limitado a um mês antes de seu aniversário.


Ele pode começar em qualquer dia do ano que ele querer.


5. Quando tudo está indo mal, ainda pode piorar.

11 de novembro de 2009

27 minutos

Tenho exatos 27 de bateria no computador. Se você não ficou sabendo, vai ganhar o título de pessoa mais desinformada do Brasil. E também de pessoa mais sortuda, porque ou estava dormindo quando tudo aconteceu, ou continuou assistindo ao Casseta & Planeta como se nada tivesse acontecido.
Estamos no meio de um blecaute.



O marcador subiu para 39 minutos porque eu desliguei o wireless.

Aí você pergunta como eu estou blogando sem conexão. Não, não estou usando a internet do celular porque não quero que a bateria dele acabe. Estou escrevendo para postar depois. Para a posteridade.

33 minutos

E está o maior calor aqui, sem ventilador. O telefone toca.

26 minutos

Voltei e a bateria está indo embora.

Eu ia postar alguma coisa sobre o dia de hoje. Tava pensando que ia ser um post mixuruca, até vir esse blecaute. Que foi a coroação de um dia de merda. Ficou perto do final, sim, mas como não pode ser bom até o absoluto final, aconteceu isso.

29 minutos, e decidi que o contador não é confiável. Vou salvar o arquivo.

Sabe aqueles dias em que parece que tudo o que você faz, no trabalho, não dá resultado? Minha SEMANA. Pelo menos até agora. Espero conseguir reverter isso nos próximos dias. O pior é pensar que esse blecaute vai ser a pauta da semana do século, e que vai sobrar pouco espaço nos jornais pra falar sobre outras coisas. Certo? E quem se fode?

26 minutos de novo

No finzinho do expediente veio pelo twitter um convite de uma amiga que não vejo faz tempo pra ver 500 Dias Com Ela. Convite não, um aviso: tô indo com fulana no cinema tal horário tal. Considerei um convite, tentei ligar avisando que ia mas não fui atendido, então apareci de surpresa já na sala de cinema. E perdi 8 reais, porque ela tinha convite para ver de graça.

24 minutos

O filme foi excelente. Trilha sonora excelente, roteiro excelente, muitas coisas muito excelentes e surpreendentes que não quero contar pra não estragar para você, cinéfilo leitor [/RMM]. Porque eu honestamente não esperava muito - esperava só que não fosse uma comédia romântica tradicional - e de fato não foi. Fox Searchlight, selo de filme "independente", diretor novato... ideias novas! Recomendo fortemente. Mas não é para os fracos e românticos losers como eu e o personagem do filme. Porque me lembrou Ela.

22 minutos

500 Dias Com Ela. 1 ano, 4 meses e 5 dias. Se não for bissexto (outras condições talvez se apliquem). 500 dias com Ela. Notou? Ela está até no título.

20 minutos

Por que me afeta ainda?

19 minutos

Neste novembro faz 7 anos que conheci Ela. Não sei exatamente o dia, mas foi nessa época. Quando acabar a bateria, daqui a 17 minutos, já vai ser meia noite. Dia 11, exatos 5 meses desde que a vi pela primeira vez. E pela última vez.

13 minutos

Passado o choque do filme, as companhias se mostraram divertidas como sempre. Nada como 2 dedos e 10 minutos de prosa andando sem destino pelo shopping, com conversas sem pé nem cabeça, pra curar dor de filme. Talvez até uma luz no fim do túnel tenha aparecido hoje.

12 minutos

Mas pra mostrar que não há esse negócio de luz no fim do túnel, me aparece uma dessas. Aposto que esse blecaute foi feito pra mim e pra todos os esperançosos. (E pro Rob, já que nada dá certo pra ele como default)

10 minutos

E voltando pra casa, quando deu o blecaute, até as rádios pararam de transmitir. Cheguei a pensar em atentado com bomba de pulso eletromagnético [alguém disse "neurótico"?]. Comecei a procurar as poucas rádios que funcionavam, achei uma ou duas. E a rádio disse que lá onde Ela mora, também está escuro.

8 minutos

Pergunto-me o que Ela estará fazendo.

7 minutos

Na verdade não quero saber. Não devia querer. Nem ligo.

6 minutos

Será que Ela encontrou a luz no fim do túnel?

5 minutos

Será que Ela tem uma vela, uma lanterna?

4 minutos

Será que Ela está em casa, que está tudo bem?

3 minutos

Não quero saber.

2 minutos

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

1 minuto

Na verdade, só quero acreditar que estamos vendo a mesma escuridão.

25 de agosto de 2009

Toni's (in)finite filmlist - Parte 3

(Leia também a Parte 1 e a Parte 2)

Já sei. Vocês estavam pensando que a série sobre a minha lista de filmes não vistos era mais uma daquelas coisas que eu começo a fazer e não termino.

Enganei vocês.

Porque agora estou fazendo coaching e tenho metas pra minha vida, e cumpro elas. Aham.

Então, estes são os últimos filmes daquela lista que eu comecei a fazer em 2003 (certeza que não foi antes?) e.

#25 Segundas Intenções (Cruel Intentions, 1999. Dir. Roger Kumble): NÃO VISTO. Tentei ver este filme inúmeras vezes, a primeira delas em 2000, mas nunca consegui. Algo sempre me impedia, como a minha carona precisar ir embora, ou eu simplesmente perder o começo do filme porque dormi. E quando eu perco o começo do filme eu não quero ver o resto. Então nunca vi. Também não sinto falta, really. A única pessoa que eu conheço que acha esse filme bom é o @rogerpike, então...

#26 Aos Treze (Thirteen, 2003. Dir. Catherine Hardwicke): VISTO. Eu era fã da Evan Rachel Wood desde Once and Again. Aí ela fez esse filme sobre adolescentes desajustadas, uma versão mais light de Hell ou de 100 Escovadas Antes de Ir Para Cama. Ia ser legal vê-la como a adolescente não tão certinha de O&A (se bem que na última temporada ela degringolou, teve até um caso lésbico o.O). E foi legal mesmo, gostei do filme.

#27 Encantadora de Baleias (Whale Rider, 2002. Dir. Niki Caro): VISTO. Crianças overachievers sempre me fascinaram. Anna Paquin sou fã até hoje, aquela menina que aos 11 anos ganhou Oscar em O Piano (talvez o fato de eu ser fã dela tenha a ver com o fato de ser ela quem diz "let's deflower the kid" em Quase Famosos. Ou talvez sejam as duas coisas). A Keisha Castle-Hughes podia ter seguido o mesmo caminho, foi indicada ao Oscar por este filme e foi isso que me deixou curioso pra assistir. Mas sei lá, depois ela decidiu que brincar de Jamie-Lynn Spears era mais importante do que continuar sendo atriz. Cada um cada um, mas achei uma pena.

#28 O Declínio do Império American (Le Déclin de l'Empire Américain, 1986. Dir. Denys Arcand): VISTO. O incentivo pra ver esse filme veio da minha tia. Tinha acabado de sair a sequência, que é o filme #29, e ela não parava de falar nele. Então fui atrás. Claro que só tinha pra alugar na 2001. Gostei do filme, e gostei ainda mais porque me ajudou a treinar o francês que eu estava começando a aprender. O engraçado é que o filme é canadense, então o francês é de Quebec, mas eu entendi melhor do que o francês falado pelas canadenses que encontrei esses dias.

#29 Invasões Bárbaras (Les Invasions Barbares, 2003. Dir. Denys Arcand): NÃO VISTO. Pra vocês verem o grau de falta de comprometimento que tive com esta lista: assisti o primeiro filme da série só pra poder ver o segundo, mas não assisti o segundo. Enfim, ainda está pendente, quero ver faz tempo, um dia eu vejo, ou não, sei lá. Próximo, por favor.

#30 Cujo (1983. Dir. Lewis Teague): NÃO VISTO. Este entrou na lista só porque é um dos clássicos de terror, um dos clássicos de suspense trash, um dos clássicos dos filmes baseados em obras do Stephen King. Só por isso, mesmo. Juro. Um São Bernardo que contrai raiva e bota pra quebrar numa cidadezinha. Clássico.

#31 O Iluminado (The Shining, 1980. Dir. Stanley Kubrick): VISTO. Mas se tem algum que é clássico mesmo, entre os filmes baseados em obras do Stephen King, é este aqui. O Iluminado, marco na carreira do Kubrick, marco na carreira do Jack Nicholson. O Jack realmente dá medo neste filme, mesmo quando ele não está tentando. Aliás, o Jack Nicholson era um forte candidato a Heath Ledger, vai dizer. Ah, só pra constar, também demorei pra ver esse filme. Quase não dá tempo de contar que vi. Foi esse mês. Dia 9 de agosto. Eis a prova.

#32 A Insustentável Leveza do Ser (The Unbearable Lightness of Being, 1988. Dir. Philip Kaufman): NÃO VISTO. É um daqueles títulos clássicos de jogo de mímica, então *senti* que tinha que ver o tal do filme. Mas inventei que tinha que ler o livro antes de ver o filme. Comprei no Submarino, entregaram no dia seguinte e li em pouco tempo. Gostei, não mudou minha vida mas me fez pensar em muitas coisas, desenvolvi até uma teoria. Mas pergunta se eu vi o filme depois?

#33 Meia-noite no Jardim do Bem e do Mal (Midnight in the Garden of Good and Evil, 1997. Dir. Clint Eastwood): NÃO VISTO. Outro filme com título clássico dos jogos de mímica. Vai tentar explicar esse título só com gestos. Vai levar um tempão, a não ser que você já esteja jogando mímica extreme como eu e meus amigos (um dia escrevo sobre isso).

#34 Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, 2003. Dir. Clint Eastwood): VISTO. Existem 3 atores de Hollywood que eu não gosto. Não tem nenhum motivo específico, apenas não gosto, não vou com a cara, não acho bons. São eles: Sean Penn, Kevin Bacon e Tim Robbins. Então, por que de todos os filmes dessa lista, eu escolhi justamente este para assistir e não outro que me interessasse mais? Não sei. (Sei que por aí tem muita gente que gosta do Sean Penn, especialmente depois de I Am Sam e Milk. Então, me digam: ele só se sai bem em papéis afetados ou ele sabe fazer personagens normais também? E se vier me dizer "Ah, mas ele ganhou 2 Oscar, sabe onde vou sugerir que você armazene a estatueta, né?)

BTW, que título WTF.

#35 Ligações Perigosas (Dangerous Liaisons, 1988. Dir. Stephen Frears): NÃO VISTO. Dizem que o #25 é baseado neste. Não sei. Nem poderia saber, não vi nenhum dos dois. O que eu me lembro é que este era o nome de uma comunidade que criei no orkut pra um jogo que funcionava assim: pegue 2 atores e tente criar ligações entre eles, considerando outros atores com quem contracenaram. Por exemplo: Anna Paquin e Michelle Pfeiffer. Anna Paquin fez X-Men com Alan Cumming, que fez Aniversário de Casamento com Kevin Kline, que fez Sonho de Uma Noite de Verão com a Michelle Pfeiffer. Quanto menor o caminho, mais pontos. Se passar pelo filme Ligações Perigosas perde ponto, porque tem simplesmente muitos atores bons. E se passar pelo Kevin Bacon ganha ponto, porque todo mundo tá ligado a ele com no máximo 6 graus de separação, como vocês sabem.

#36 As Bicicletas de Belleville (Les Triplettes de Belleville, 2003. Dir. Sylvain Chomet): VISTO. Adoro animações (aliás mais ainda depois que tive aula disso na faculdade) e quando vi o trailer desta aqui achei a coisa mais linda. Perdeu o Oscar para Procurando Nemo, que é lindo, mas você já não está cansado de animações em computação gráfica? (Aliás, a Disney também, e o próximo vai ser desenhado à mão!)

#37 Trainspotting (1996. Dir. Danny Boyle): VISTO. Este é outro que eu vi há pouco tempo, embora não seja apenas uma questão de semanas como o #31. Aliás, se dependesse de mim acho que acabaria não vendo. Mas foi legal, lugar certo e hora certa. Vi na casa de um amigo em Aberdeen, Escócia, num domingo chuvoso depois de um dia bem cansativo. Tinha passado a semana anterior conhecendo Edimburgo, então foi bacana ver um lado da cidade que eu não conheci - aquele onde os turistas não vão, a não ser que estejam querendo comprar drogas.

Pronto, este é o fim da lista. Dá pra ver que fiz em 2003 - ao checar a lista do Oscar de 2004 vi vários filmes que citei aqui: Encontros e Desencontros, Sobre Meninos e Lobos, Cold Mountain, 21 Gramas, Encantadora de Baleias, Aos Treze, Invasões Bárbaras, Garota com Brinco de Pérola, As Bicicletas de Belleville e Big Fish.

5 de agosto de 2009

Toni's (in)finite filmlist - Parte 2

Dando continuidade à lista de filmes que eu planejava ver e, na maioria, não consegui, desta vez vocês verão que o caso é muito mais grave do que vocês pensavam. Esta lista é muito mais fail que a anterior. Vamos a ela.

(Para ver a primeira parte desta lista, clique aqui)

26 de julho de 2009

Toni's (in)finite filmlist - Parte 1

Em 2003 eu fiz uma lista de filmes que eu queria ver em DVD. É uma tira de papel de 297 x 71mm com títulos manuscritos na frente e no verso (ok, no verso só tem um). A maioria destes filmes eu nunca tinha visto; uma minoria eu queria apenas rever porque não me lembrava muito ou porque fazia sentido rever, considerando outros filmes que estavam na lista.

Esta lista é um ótimo exemplo de como eu não termino certas coisas que começo. A idéia era que fosse uma lista infinita, em que eu riscasse um item e logo acrescentasse outro filme que eu queria ver. O que aconteceu foi o seguinte: ela ficou no meu quarto pregada em meu quadro magnético pelos últimos 6 anos e eu não vi a maioria dos filmes. Tornou-se parte da paisagem e parei de dar atenção a ela, quando o objetivo era que ela fosse algo incômodo, como uma tarefa pendente que precisava ser resolvida com urgência.

Terei que dividir a lista em 3, senão não termino jamais de escrever este post. Vamos a ela.

6 de março de 2009

Top 5 empregos que eu teria por um dia

Independentemente de se estar satisfeito ou de saco cheio insatisfeito com o seu emprego, acho que todo mundo pensa vez ou outra como seria legal ter um trabalho diferente. Pode nem ser um trabalho pela vida inteira; pode ser um daqueles trabalhos só de brincadeira, que você sabe que não servem para você mas que queria experimentar mesmo assim, só por diversão.

Fiz uma lista com 5 empregos que eu gostaria de experimentar por um dia. Só pra ver como é.

4 de março de 2009

I'm as mad as hell, and I'm not going to take this anymore!

A frase é do filme Rede de Intrigas (Network, de 1976), mas continua muito atual.

Howard Beale é um âncora de telejornal cuja emissora, em busca de audiência, decidiu deixar o jornalismo nas mãos do departamento de entretenimento. Quando ele é demitido, ele anuncia ao vivo a sua intenção de se suicidar e faz um discurso que leva a população americana às janelas gritando indignadas.







Traduzo abaixo o discurso e deixo os comentários para vocês.