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8 de setembro de 2014

Os outros

Nunca tive a pretensão de ser único, insubstituível, inigualável. Como diria um dos grandes sábios de nossa época, o Lucas, "sou só mais um na carneirada". Ligo muito pouco pra mim mesmo; não sou daquelas pessoas que busca seu próprio nome no Google pra saber o que andam falando de mim, onde, e se ainda estou no topo dos resultados.

Fiz isso hoje. Estou no topo, mas por pouco. Talvez seja porque eu diminuí bem a minha pegada digital. Como você pode ver, este blog está largado há dois anos. No Twitter, posto a cada plenilúnio, se muito. No Facebook tá tudo como privado, seus bisbilhoteiros.

Outro motivo é que outros Toni Barros estão surgindo por aí. Normalmente eu os descubro porque as pessoas me confundem com eles e atormentam a minha vida. Então, como eu estou sumido mesmo e não sou insubstituível, deixo vocês com os Top 5 Toni Barros que já me apareceram.

1. O Fotógrafo

Um belo dia em 2011, abri o Twitter e descobri que virei herói nacional. Estou esperando a Repórteres Sem Fronteiras mandar a minha medalha.

Fiz tudo isso de madrugada, dormindo

Os créditos deste feito heroico devem ir, na verdade, para Tony Barros, fotógrafo da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Uma espécie de  Saiba mais sobre ele aqui e aqui.

Uma espécie de Buscapé da vida real
2. O Empreendedor de Sucesso

Ano passado comecei a receber e-mails direcionados a um jovem empresário do ramo de ... tudo. De kit lanche até limpeza de caixa d'água. Veja só um exemplo:

Fazemos qualquer negócio. Qualquer mesmo.
A criatura teve a capacidade de configurar seu e-mail colocando um "reply-to" para o MEU e-mail. Ou seja, para todos os e-mails que ele enviava, a pessoa respondia para mim.

Das 7 primeiras vezes eu avisei que estava errado. Alertei o cliente, alertei o meu xará. Mas isso continuou acontecendo. Foi mais forte que eu, tive que tentar sabotar o negócio dele. Aliás, dá uma olhada no naipe do fornecedor, é o par perfeito dele.

DE ALFINETE A FOGUETE
3. O Aluno de Inglês Caloteiro

Toni Barros precisava aprender inglês. O mercado de trabalho em Brasília estava impossível para quem só fala a língua pátria. Então ele foi à conceituada instituição de ensino YouMove, na esperança de aprender a língua de Shakespeare em apenas 24 meses. Só que ele deu o meu e-mail. O filhadaputa deu o meu e-mail.

Fui educado, porque isso pode acontecer com qualquer idiota
A moça nem respondeu. Durante um mês fiquei recebendo newsletter com "Dicas de inglês da YouMove" - sem opção de unsubscribe, claro. Aí eu recebi este:

Só pra confirmar, alguém perguntou se eles não são de Québec?

Este e-mail tem junta 3 coisas que eu não posso ver pela frente: spam, assassinato de português e erro de atribuição a citações. Não consegui me segurar.

O Martin Luther King, Jr. falou muitas coisas bonitas, mas esta não foi uma delas

Ele não me respondeu, mas fiquei sem receber e-mails deles por um mês. Pensei que tivessem me esquecido, até que recebi um e-mail dizendo que eu ia estourar em falta. Eu não, meu xará. Como eu estava de bom humor, respondi educadamente explicando a confusão. No dia seguinte, recebo outro:

Não só o Toni Barros mata aula, como também é caloteiro!

Tentei mais uma vez explicar a situação, mas depois da resposta que eu recebi eu achei que era mais fácil criar um filtro pra bloquear e-mails da YouMove e deixar eles falando sozinhos.

Quando a pessoa escolhe o caminho da burrice, o que a gente pode fazer?
4. O Designer

Este chegou a mim pelo Dropbox, aquela maravilha da idade contemporânea. O fotógrafo me mandou todas as fotos da campanha, duas vezes - o bruto e as fotos tratadas. O cliente é Toni Barros, designer de moda do seguimento (sic) de Fashion Jewelry aka bijuteria. O site é este.

Dá uma força pra ele
5. O do Arrocha

Este dispensa apresentações. Apenas dê play e curta o recado que ele dá para os outros Toni Barros.



--EDIT: Apareceu mais um!

6. O Portuga que vende ouro

Essa apareceu agorinha no meu e-mail. Recebi a minuta de contrato de cessão de quotas de uma empresa de Portugal, com sede em Meinedo, descrita como:
"Comércio, importação e exportação de ouro, prata e outros metais preciosos. Comércio por grosso de relógios e de artigos de ourivesaria e joalharia.Comércio a retalho de relógios e de artigos de ourivesaria e joalharia."

Aparentemente, meu xará português está cedendo as quotas da empresa para um outro xará espanhol. Aviso ou não aviso que mandaram pra pessoa errada?

27 de outubro de 2009

20 coisas que você pode dizer só de olhar para mim (ou não)

Esta é a minha versão deste post da Tati. Eu ia deixar como resposta no blog dela, mas achei que merecia seu próprio espaço.

  1. Sou destro, mas para algumas coisas tenho mais firmeza na mão esquerda. Para andar de bicicleta, por exemplo. Consigo guiar só com a mão esquerda, mas não só com a direita. Sem as duas, jamais (fiquei traumatizado com Cidade dos Anjos).
  2. Quando está calor, gosto de dormir encostado na parede. Mas quando não está, gosto de estar perto do criado mudo.
  3. Nos últimos anos tenho adiado a hora de deitar até não aguentar mais de sono, e tento me manter ocupado até esse momento pra não ficar pensando em certas coisas que eu queria esquecer.
  4. Isso tem funcionado bem, nunca levo mais de 5 minutos para desligar.
  5. Naturalmente adiar o sono me faz ter muita dificuldade para acordar, de manhã. Sinto que preciso de 10 horas por noite pra ficar bem.
  6. Estou tentando reduzir a quantidade de carne. Sei que não vou conseguir cortar de vez, x-salada tá aí em todo lugar pra me tentar.
  7. Estou adorando fazer novos amigos esse ano. Estava mesmo precisando.
  8. Eu tenho medo da minha gata. Gosto, mas tenho medo. Vivo achando que ela vai me morder quando eu menos espero. Mas deixo ela dormir no meu quarto, faz sentido?
  9. Preciso muito de um cachorro.
  10. Frase copiada da Tati porque é igual: “Eu torço pro São Paulo, mas não mato nem morro por isso.  Tenho tédio mortal de gente que fica perdendo tempo tentando provocar os outros por causa de futebol. Sim, sou bambi, what about it? Te fode aew, pega a bola prá você. Joga sozinho.” (e essa condição é de família, meu pai já era assim)
  11. Pessoas que derrubam meu dia só com um "oi": não vou dizer não. Mas tem algumas.
  12. Prefiro ficar em casa bebendo com amigos do que sair. Em 8 de cada 10 vezes.
  13. Com a minha idade, meu pai já era viúvo.
  14. Não sei o que é Listal. (@lucindaa ajudael?)
  15. Gosto de múltiplos de 3. E respeito o número 13.
  16. Estou em crise com minha carreira.
  17. Queria saber tocar bem algum instrumento musical, mas tenho preguiça de treinar e sei que assim não vai dar. Faço aula de piano com a mesma vizinha velhinha que me dava aula quando eu tinha 7 anos. Pra compensar minha frustração, canto sozinho no carro. Bem alto. Top 5 músicas para cantar no carro:
    1. The Platters – Smoke gets in your eyes
    2. Leonard Cohen – So long, Marianne
    3. Chico Buarque – Atrás da porta
    4. Joni Mitchell – A Case of You
    5. Sonata Arctica – Shy
  18. Odeio dar suporte técnico por telefone para o que quer que seja.
  19. No meu blog antigo, o Ciclo A, Ciclo B, eu escrevia mais livremente do que aqui. E falava sobre mais coisas do que aqui.
  20. Estou fazendo coaching pra ter certeza de que a minha vida daqui a 10 anos não seja igual à de hoje.

19 de agosto de 2009

Educação musical

Eu sou uma criança da segunda metade da década de oitenta e cresci ouvindo Xuxa. Pronto, falei. Achei melhor começar logo dizendo isso pra tirar do meu sistema. Aliás, não só Xuxa, mas também Mara Maravilha, Angélica e outras apresentadoras/cantoras/etc. Uma geração anterior de crianças cresceu ouvindo Os Saltimbancos, do Chico Buarque. Uma geração seguinte tinha Palavra Cantada, Adriana Calcanhoto Partimpim. A minha foi uma geração perdida, que podia escolher entre as apresentadoras de TV e um ou outro grupo de crianças cantoras, como Trem da Alegria ou Balão Mágico.

O que eu quero dizer é que a minha educação musical teve grandes lacunas. Fui conhecer Beatles direito só na época da faculdade. O que se ouvia lá em casa era basicamente Roberto Carlos, por causa da minha mãe. Mas, embora eu tenha sido colocado pra fazer aula de piano quando criança, na verdade minha família nunca foi muito de música. Meu pai realmente não ligava, as únicas que ele realmente gostava eram Champagne e Saudade da Minha Terra. Na crise de meia idade ele começou a ouvir country. E hoje minha mãe chora quando ouve qualquer coisa, então né?

Nas viagens de carro – fazíamos muitas – era quase regra ouvir Carpenters. Disso eu gosto até hoje, porque é tão lindo quanto brega. Nat King Cole também tocava, mas com menos frequência.

Aí veio a escola, com a escola vieram as festinhas, e a dominação cultural e tudo mais, e o que se ouvia naquela época era música dance, então quando eu estava na quarta série comprei meu primeiro CD de música dance, que foi o Hit Parade. Um clássico.

1994 - Hit Parade - Front

Não lembra? Clica aqui que eu refresco sua memória. Só não encontrei duas faixas, What's Wrong With (Flavia Mollokay) e I'll Find A Way (Rachel Gold). -- Edit: Tiraram do ar o vídeo de Somebody Dance With Me (DJ Bobo). =/

Então a minha educação musical fui eu mesmo que fiz. Aliás ainda estou fazendo. Praticamente tudo que eu gosto hoje eu descobri sozinho, não teve ninguém que chegou pra mim e disse “filhão, isso aqui é Beatles, isso é Stones, isso é Radiohead, etc”. Foi sempre de ouvir no rádio, ou num filme, ou ler uma matéria, ouvir alguém comentar. E com isso ainda hoje tem muita coisa que eu conheço pouco. Enquanto tá todo mundo correndo atrás de bandas novas legais, eu tô correndo atrás das velhas.

O pior é pensar em todas as oportunidades que eu tive de ter contato com música boa quando estava crescendo e perdi.

Top 5 chances perdidas:

#1 Mais ou menos em 1992 ou 1993, o filho da comadre da minha mãe me deu um CD que tinha na capa um bebê nadando atrás de dinheiro. Agradeci com um sorriso amarelo; devo ter ouvido umas 3 vezes antes de doar pro Roger, em 1999 ou 2000, como se fosse um casaco velho na campanha do agasalho.

#2 Em 1994 fui ao aniversário de um colega meu da escola, num sítio em Itu. Não sei exatamente o porquê, já que eu não gostava nem um pouco dele. Mas enfim. Acho que eu pensei que ia mais gente, mas aparentemente eu não era o único que não gostava dele. Mas o verdadeiro problema era o melhor amigo dele, que era tipo meu nêmesis na escola. E ele ficou contando de uma banda que o irmão dele gostava, cujo vocalista tinha alucinações com índios e tinha morrido de overdose na banheira em Paris. Óbvio que não dei muita bola, o que minha mãe iria pensar se me visse ouvindo música desse cara?

#3 Uma vez meu avô me deu um livro com a biografia de Franz Schubert, e era uma versão infantil, cujo foco era principalmente a infância e a adolescência do compositor. Era legal, mas não me fez ouvir nada dele. Fui lembrar disso quando ouvi pela primeira vez a Fantasia para Violino e Piano em dó maior D.934.

#4 Quando em 2001 peguei emprestada a discografia do Iron Maiden com um amigo meu, pra ver se gostava daquilo, e desisti por me deixar com dor de cabeça. Pelo menos ele me apresentou pra Sonata Arctica também, que ainda ouço de vez em quando.

#5 Provavelmente o maior #fail de todos, as inúmeras discussões que tive com o Roger em que eu insistia que Pato Fu era mais legal que Oasis.

6 de março de 2009

Top 5 empregos que eu teria por um dia

Independentemente de se estar satisfeito ou de saco cheio insatisfeito com o seu emprego, acho que todo mundo pensa vez ou outra como seria legal ter um trabalho diferente. Pode nem ser um trabalho pela vida inteira; pode ser um daqueles trabalhos só de brincadeira, que você sabe que não servem para você mas que queria experimentar mesmo assim, só por diversão.

Fiz uma lista com 5 empregos que eu gostaria de experimentar por um dia. Só pra ver como é.