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21 de fevereiro de 2011

Minha vida de acordo com quem?

Eu não quero decepcionar ninguém, muito menos minha amiga e comparsa Camila Pires, aquela moça que está diferente de quando eu a conheci lá nos idos de 2005, quando ainda morava em Guarulhos e tomava condução pra trabalhar no Butantã e agora mora nas Perdizes e vai cada dia com um carro diferente, dizem que já foi vista com Celta, EcoSport, Palio e Uno, mas tudo o que ela queria era mesmo um Fiesta, a Camila que me deixou como desafio, como provocação, como afronta a tarefa de descrever-me a mim mesmo utilizando apenas títulos de canções de uma certa banda ou artista de minha preferência, à minha livre escolha.

O que ela não sabe é que eu já fiz isso, meses atrás, lá no Facebook. Se você for meu amigo pode ver, se for só um curioso leitor que chegou aqui após ter feito uma sequência fortuita de cliques depois que meu nome foi citado no twitter do Sr. Mombojó por causa da supra-citada Srta. Pires, pode ler aqui abaixo.

Minha vida de acordo com Belle & Sebastian

Escolha o seu Artista: Belle & Sebastian
Você é um homem ou mulher? Lord Anthony
Descreva-se: Wrapped up in books
Como você se sente? My Wandering Days Are Over
Descreva o local onde você vive atualmente: I'm not living in the real world
Se você pudesse ir a qualquer lugar, onde você iria? Ease your feet in the sea
Sua forma de transporte preferido? The Rollercoaster Ride \o/
Seu melhor amigo? Little Lou, Ugly Jack, Prophet John
Você e seu melhor amigo são? We Rule The School
Qual é o clima? Nice day for a sulk
Hora do dia favorita? Waiting for the moon to rise
Se sua vida foi um programa de TV, o que seria chamado? The boy done wrong again
O que é vida para você? A Space Boy Dream
Você sorri quando? If She Wants Me
Você chora? The blues are still blue
Seu relacionamento? There's too much love
Seu medo? It could have been a brilliant career
Qual é o melhor conselho que você tem que dar? Stay Loose
Pensamento do Dia: A Summer Wasting
Meu lema: The magic of a kind word

Mas como eu não quero decepcionar ninguém, nem os amigos, nem os leitores fiéis, nem os leitores casuais, vou aceitar novamente esse desafio e me reinventar, proporcionando a vocês mais um olhar bisbilhoteiro na minha alma playlist. Vou trapacear um pouco, pegar um artista em carreira solo e a banda que o lançou, porque uma obra é praticamente continuação da outra. Impeça-me se você acha que já ouviu isso antes.

Minha vida de acordo com Morrissey + The Smiths

Escolha o artista/banda: Morrissey + The Smiths
Você é homem ou mulher? Tony the Pony
Descreva-se: This charming man
Como você se sente? Panic
Descreva o local onde você vive atualmente: What difference does it make?
Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria? Nowhere fast
Sua forma de transporte preferido: On the streets I ran
Seu melhor amigo: I like you
Você e seu melhor amigo são: The ordinary boys
Qual é o clima? Paint a vulgar picture
Hora do dia favorita: Tomorrow
Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado? Little man, what now?
O que é vida para você? Life is a pigsty
Você sorri quando: I just want to see the boy happy
Você chora quando: I know it's over
Seu relacionamento: Now my heart is full
Seu medo: I started something I couldn't finish
O melhor conselho que você tem a dar: You're gonna need someone on your side
Pensamento do dia: Sing your life
Seu lema: Do your best and don't worry

Ainda para não decepcionar ninguém, pois pelo que entendi é esperado de mim que eu indique uma pessoa para assim perpetuar o alcance desta série, e já que a banda por mim escolhida foi The Smiths, nada mais adequado que passar a palavra a uma ilustre blogueira recém retornada à Manchester Goiana, que assim como eu terá que se reanalisar para chegar a uma nova biografia musical, a minha querida amiga Conge, que de sua cozinha anapolina faz sair vez ou outra biscoitos que cruzam o planalto central e vêm se estabelecer bem aqui no buraco negro do Google Street View em São Paulo, conhecido como o bairro do Brooklin.

31 de julho de 2010

Você é amigo de quem?

Fui essa noite ao show de uma banda curitibana, Rosie and Me. Uma amiga minha curte o som deles e perdeu o show que teve ontem no SESC Consolação, então acompanhei-a ao show de hoje que, segundo ela, era "em algum lugar da Vila Madalena".

Um lugar meio secreto. São-Paulo-indie-underground-offstream.

O show não estava anunciado no MySpace da banda, só no Facebook. A lugar onde foi o show estava listado como um dos organizadores do evento, então procurei o endereço. Estava lá, Rua Tal. Coloquei no Google Maps e a rua não existia.

Notem: não veio resultado nenhum, o que provavelmente significa que não existe uma rua com aquele nome em lugar nenhum no planeta.

Dei uma pesquisada no Google e descobri que o endereço estava errado no Facebook, era Rua Etc-e-Tal. Beleza. Essa tem no Google Maps, fica mesmo na Vila Madalena, travessa daquela rua que eu conheço, eu sei chegar lá.

Só que o endereço era Rua Etc-e-Tal s/n. Sem número. Tudo bem, pensei. Chegando lá vamos ver uma porta com alguém na frente, talvez um manobrista, ou pelo menos uma placa escrito: É AQUI.

Não. Chegamos lá e a rua estava deserta. Era uma travessa de um quarteirão, só residências. Todas as portas fechadas. Andamos de uma ponta a outra e eu ouvi uma música. Parecia vir de uma garagem. Fomos em direção a ela e alguém abriu a porta e saiu. Perguntei: "é aí?". Ele respondeu: "é aqui mesmo".

Entramos, pegamos a comanda, tudo ok. Era uma casa de avó convertida em ... nada, era uma casa de avó sem móveis com um espaço para a banda na sala e uma parafernália de som. No quintal, sofás e um bar. A decoração tinha um manequim pintado, uns pôsteres de exposições de design, bandeirolas de festa junina, um quadro enorme com a pintura de uma igreja com patas de vaca (atrás do "palco") e uma placa da Prefeitura dizendo que era proibido jogar lixo e entulho. Acho que posso chamar isso de objet-trouvé.

(A tal placa dizia que os infratores estariam sujeitos a apreensão e multa de R$ 500. Fiquei pensando em como é difícil se desfazer de entulho na cidade de São Paulo, e me pareceu muito conveniente pagar R$ 500 para a Prefeitura apreender o meu lixo.)

Eram duas bandas, na verdade, e o show da primeira, Hidrocor, ainda não havia começado. Porque eles ainda não tinham chegado lá, mas tudo bem.

Todo mundo lá parecia se conhecer. Tinha um careca que era idêntico ao meu professor de História do 3o colegial, um dos melhores professores da minha vida, e se não fosse pela voz eu juraria que era ele mesmo. Até porque era bem a cara dele estar lá naquele lugar. Ele conversava com todo mundo, aliás todo mundo conversava com todo mundo. Ficamos nos sentindo como se tivéssemos entrado de penetra numa festa na casa da avó de alguém.

Eu tinha visto no evento do Facebook que uma antiga colega da ECA estaria lá. Eu não falava muito com ela, nem pensei que ela fosse me reconhecer, mas reconheceu e veio me cumprimentar.

"Oi Toni, há quanto tempo! Nunca te vi aqui... você é amigo de quem?"

Nosso atestado de penetras. Era preciso ser amigo de alguém para estar lá. Tudo indicava que uma pessoa não deveria chegar lá sem conhecer ninguém, mas nós chegamos. E já que estávamos lá, curtimos o show que foi bem legal.

Agora, vocês vão me desculpar, mas acho que não posso revelar o nome do local nem o endereço. Vocês são amigos de quem?

23 de abril de 2010

A mil beijos de distância

Há muitas versões para este poema, acho que o Leonard Cohen ainda o considera um trabalho em andamento. Ele recitou uma parte no show que virou DVD, e eu gostei tanto (e ouvi tanto) que me deu vontade de traduzir. Sabe como é: tradutor, traidor transcriador. Tentei manter a métrica, as rimas e o sentido, foi desafiador.
Segue a tentativa, o original (conforme recitado no show) e o video.

A mil beijos de distância
Como se eu fosse carne
você veio e me tocou.
Você teria que ser homem
pra ver como isso é bom.
Alma gêmea, de sangue irmã.
De um sonho, uma lembrança.
Quem mais me chama de manhã
a mil beijos de distância?

Amei como se abria,
como um lírio, com um sorriso.
Sou só uma estátua fria,
de pé na chuva e no granizo,
que te ama com seu amor frio,
com um corpo que se cansa.
Tudo o que sou, tudo o que fiz
a mil beijos de distância.

Você mentiu pra mim, entendo.
Traiu-me por não ter opção.
Pra estar no alto, ardendo
atrás do véu da decepção.
Atriz pornô, aristocrata,
vulgar com elegância.
Sou velho, mas sinto sua falta
a mil beijos de distância.

Eu sei amar, sei odiar,
No meio é que me engano.
Estou tentando, mas já é tarde
É tarde há muitos anos.
Você está linda, eu bem lhe disse,
Um elogio não lhe alcança.
Eu ajoelharia, se conseguisse,
A mil beijos de distância.

O outono lhe arrepiou de espanto,
obscureceu-me a vista.
A luz tem que brilhar, no entanto
não faz questão que exista.
Charada do livro do amor,
obscura e sem importância,
até ser lida com sangue e dor,
a mil beijos de distância.

Cheio de vinho, o peito protesta,
seu rosto ainda no meu.
A banda avisa: é o fim da festa;
coração não diz adeus.
Corri com Diz, cantei com Ray,
nunca soube essa dança.
Quando deixaram, eu toquei
a mil beijos de distância

Amei como se abria,
como um lírio, com um sorriso.
Sou só uma estátua fria,
de pé na chuva e no granizo,
que te ama com seu amor frio,
com um corpo que se cansa.
Tudo o que sou, tudo o que fiz
a mil beijos de distância.

Mas não me dê atenção agora.
O que digo com ânsia
depõe contra mim qualquer hora,
a mil beijos de distância.


A thousand kisses deep
You came to me this morning
and you handled me like meat.
You’d have to be a man to know
how good that feels, how sweet.
My mirrored twin, my next of kin,
I’d know you in my sleep
and who but you would take me in,
a thousand kisses deep.

I loved you when you opened
like a lily to the heat,
you see I’m just another snowman
standing in the rain and sleet,
who loved you with his frozen love,
his second hand physique,
with all he is, and all he was,
A thousand kisses deep.

I know you had to lie to me,
I know you had to cheat,
to pose all hot and high
behind the veils of shear deceit,
our perfect porn aristocrat
so elegant and cheap,
I’m old but I’m still into that,
A thousand kisses deep.

I’m good at love, I’m good at hate,
its in between I freeze.
Been working out, but its too late,
it’s been to late for years.
But you look good, you really do,
they love you on the street.
If I could move I’d kneel for you,
a thousand kisses deep.

The autumn moved across your skin,
got something in my eye,
a light that doesn’t need to live,
and doesn’t need to die.
A riddle in the book of love,
obscure and obsolete,
until witnessed there in time and blood,
A thousand kisses deep.

And I'm still working with the wine,
still dancing cheek to cheek,
the band is playing Auld Lang Syne,
but the heart will not retreat.
I ran with Diz and I sang with Ray,
I never had their sweep,
but once or twice they let me play
A thousand kisses deep.

I loved you when you opened
like a lily to the heat,
y'see I'm just another snowman
standing in the rain and sleet,
who loved you with his frozen love,
his second hand physique,
with all he is, and all he was,
A thousand kisses deep.

But you don’t need to hear me now,
and every word I speak,
it counts against me anyhow,
A thousand kisses deep.

4 de outubro de 2009

Não tem nada mais eu no mundo do que você

Steven Paul "Elliott" Smith (6 de agosto de 1969 - 21 de outubro de 2003) foi um cantor, compositor e músico americano. Nasceu em Nebraska, foi criado no Texas, mas viveu a maior parte de sua vida em Portland. Tocava guitarra, piano, clarinete, baixo, bateria e gaita. Tinha uma voz quase sussurante. Tinha depressão, era alcoólatra e viciado em drogas, morreu em 2003 com quatro facadas no peito. A autópsia foi inconclusiva se os ferimentos foram auto-inflingidos.


Antes de ler, dê play.

Após almoço em boa companhia, fui ao pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, para uma feira de universidades francesas. Era bem feira mesmo, com diversas tendas/balcões, uma para cada universidade. Algumas desertas, outras com filas decamétricas, como Sorbonne e Sciences Po. Eu esperava mais, mas das, sei lá, 40 instituições presentes, só umas 5 tinham cursos de artes. Dessas, algumas tinham só artes aplicadas (leia-se design - em todas as suas variações). A grande maioria tinha cursos de business e tecnologia, algumas tinham ciências biológicas.

Saí de lá com folhetos de 3 universidades. Fiquei meio decepcionado com isso. Justo a França, você pensa em França, pensa em arte. Mas depois pensei: talvez seja bom que tenha mais gente no mundo preocupada em fazê-lo funcionar do que em fazê-lo pensar em si mesmo.

Mas saí de lá meio na abstinência, então estiquei a visita ao MAM, onde estava em exposição o 31˚ Panorama da Arte Brasileira. Era de graça, então entrei. Esse ano decidiram fazer a mostra com artistas estrangeiros cujas obras eram influenciadas pela cultura brasileira. Bem interessante.  Um desses artistas era Adrián Villar Rojas, argentino de Rosário, 29 anos, vive em Buenos Aires. Sua obra exposta: Nunca esquecerei Brasil (Nunca olvidaré Brasil), com dezenas de livros coletados em suas perambulanças pelo país. Ele fez intervenções em cada um deles, com textos, desenhos, colagens, etc.

Um deles chamou minha atenção.

Tinha um texto manuscrito a lápis, letras miudas na folha de rosto. O título era Vida de Cristo contada para os homens de nosso tempo. Queria fotografar, mas não deixaram. Ao lado do texto um desenho de um homem ajoelhado na frente de uma lápide, com duas motocicletas voando em rota de colisão com sua cabeça. O texto (transcrito sic):

te amo
te amo
te amo e estou desesperada
te amo e estou desesperada
te amo e
te amo e estou desesperada
te amo e quero estar com você
sonhei com você, com seu rosto, com seu cabelo
NÃO acredito que seja real
você é mais real por fora que por dentro


não vá de novo
sonhe também
que você tinha um gatinho branco
com o rabo listrado
e que era você
e que te poderia te levar para todos lados
e
não tem nada mais eu no mundo
do que você
E como faço sem te ver
Que linda a sua musica
Que lindo você é
Você é o mais especial que já vi na vida
choro e choro
por você e por mim
me dói a cabeça
se voltar a chorar eu morro
estou triste de amor
desesperada de amor
louca de amor


toda mi vida desperdiçada
vou pasar o tempo todo baixando musicas de Elliot Smith

19 de agosto de 2009

Educação musical

Eu sou uma criança da segunda metade da década de oitenta e cresci ouvindo Xuxa. Pronto, falei. Achei melhor começar logo dizendo isso pra tirar do meu sistema. Aliás, não só Xuxa, mas também Mara Maravilha, Angélica e outras apresentadoras/cantoras/etc. Uma geração anterior de crianças cresceu ouvindo Os Saltimbancos, do Chico Buarque. Uma geração seguinte tinha Palavra Cantada, Adriana Calcanhoto Partimpim. A minha foi uma geração perdida, que podia escolher entre as apresentadoras de TV e um ou outro grupo de crianças cantoras, como Trem da Alegria ou Balão Mágico.

O que eu quero dizer é que a minha educação musical teve grandes lacunas. Fui conhecer Beatles direito só na época da faculdade. O que se ouvia lá em casa era basicamente Roberto Carlos, por causa da minha mãe. Mas, embora eu tenha sido colocado pra fazer aula de piano quando criança, na verdade minha família nunca foi muito de música. Meu pai realmente não ligava, as únicas que ele realmente gostava eram Champagne e Saudade da Minha Terra. Na crise de meia idade ele começou a ouvir country. E hoje minha mãe chora quando ouve qualquer coisa, então né?

Nas viagens de carro – fazíamos muitas – era quase regra ouvir Carpenters. Disso eu gosto até hoje, porque é tão lindo quanto brega. Nat King Cole também tocava, mas com menos frequência.

Aí veio a escola, com a escola vieram as festinhas, e a dominação cultural e tudo mais, e o que se ouvia naquela época era música dance, então quando eu estava na quarta série comprei meu primeiro CD de música dance, que foi o Hit Parade. Um clássico.

1994 - Hit Parade - Front

Não lembra? Clica aqui que eu refresco sua memória. Só não encontrei duas faixas, What's Wrong With (Flavia Mollokay) e I'll Find A Way (Rachel Gold). -- Edit: Tiraram do ar o vídeo de Somebody Dance With Me (DJ Bobo). =/

Então a minha educação musical fui eu mesmo que fiz. Aliás ainda estou fazendo. Praticamente tudo que eu gosto hoje eu descobri sozinho, não teve ninguém que chegou pra mim e disse “filhão, isso aqui é Beatles, isso é Stones, isso é Radiohead, etc”. Foi sempre de ouvir no rádio, ou num filme, ou ler uma matéria, ouvir alguém comentar. E com isso ainda hoje tem muita coisa que eu conheço pouco. Enquanto tá todo mundo correndo atrás de bandas novas legais, eu tô correndo atrás das velhas.

O pior é pensar em todas as oportunidades que eu tive de ter contato com música boa quando estava crescendo e perdi.

Top 5 chances perdidas:

#1 Mais ou menos em 1992 ou 1993, o filho da comadre da minha mãe me deu um CD que tinha na capa um bebê nadando atrás de dinheiro. Agradeci com um sorriso amarelo; devo ter ouvido umas 3 vezes antes de doar pro Roger, em 1999 ou 2000, como se fosse um casaco velho na campanha do agasalho.

#2 Em 1994 fui ao aniversário de um colega meu da escola, num sítio em Itu. Não sei exatamente o porquê, já que eu não gostava nem um pouco dele. Mas enfim. Acho que eu pensei que ia mais gente, mas aparentemente eu não era o único que não gostava dele. Mas o verdadeiro problema era o melhor amigo dele, que era tipo meu nêmesis na escola. E ele ficou contando de uma banda que o irmão dele gostava, cujo vocalista tinha alucinações com índios e tinha morrido de overdose na banheira em Paris. Óbvio que não dei muita bola, o que minha mãe iria pensar se me visse ouvindo música desse cara?

#3 Uma vez meu avô me deu um livro com a biografia de Franz Schubert, e era uma versão infantil, cujo foco era principalmente a infância e a adolescência do compositor. Era legal, mas não me fez ouvir nada dele. Fui lembrar disso quando ouvi pela primeira vez a Fantasia para Violino e Piano em dó maior D.934.

#4 Quando em 2001 peguei emprestada a discografia do Iron Maiden com um amigo meu, pra ver se gostava daquilo, e desisti por me deixar com dor de cabeça. Pelo menos ele me apresentou pra Sonata Arctica também, que ainda ouço de vez em quando.

#5 Provavelmente o maior #fail de todos, as inúmeras discussões que tive com o Roger em que eu insistia que Pato Fu era mais legal que Oasis.

14 de agosto de 2009

Vozes

Coisa mais louca.

Cheguei ao trabalho agora, antes de todo mundo, e comecei a ouvir uma voz linda cantando. Não consegui identificar a música, mas sabia que entrava pela janela do meu lado direito, então fui procurar a origem. Eu tinha certeza que vinha daquela janela, mas quanto mais perto dela eu chegava, mais distante ficava a voz.

Abri a janela e coloquei a cabeça pra fora, na medida do possível porque é uma janela basculante. A voz, muito baixa, parecia sumir e voltar, não sei se por causa da direção do vento ou porque vozes estranhas são assim. Talvez fosse porque estava só na minha cabeça.

Essa história me lembrou um curta da faculdade. É tosco, mas é esse aqui. Não chega a ser NSFW, embora eu tenha uma certa vergonha dele.


Mas a música era meio sedutora, meio sereiana, meio feiticeira. Me lembrou esta aqui.

23 de março de 2009

Radiohead de 0 a 10

(Talvez eu devesse intitular este post de "Just a Fest de 0 a 10", porque é injusto com as outras bandas que tocaram, mas quando eu comprei o meu ingresso as outras bandas ainda nem estavam confirmadas, então vai assim mesmo)

Fui ao show do Radiohead ontem no festival Just a Fest, em São Paulo. Na verdade, não sei se dá pra chamar de festival. Foi bem modesto, pra um festival. Não costumo ir a shows assim (meu último festival foi o Coca-Cola Vibezone, em 2003), mas pelo que me lembro um festival tem muito mais atrações, não só três bandas. A música foi ótima, não vou ficar de mimimi aqui falando sobre as canções que eu queria ouvir e que não foram tocadas (mesmo porque tocaram até You and Whose Army e eu fiquei feliz). A seguir, analiso os 11 pontos que mais me chamaram a atenção.