8 de setembro de 2014

Os outros

Nunca tive a pretensão de ser único, insubstituível, inigualável. Como diria um dos grandes sábios de nossa época, o Lucas, "sou só mais um na carneirada". Ligo muito pouco pra mim mesmo; não sou daquelas pessoas que busca seu próprio nome no Google pra saber o que andam falando de mim, onde, e se ainda estou no topo dos resultados.

Fiz isso hoje. Estou no topo, mas por pouco. Talvez seja porque eu diminuí bem a minha pegada digital. Como você pode ver, este blog está largado há dois anos. No Twitter, posto a cada plenilúnio, se muito. No Facebook tá tudo como privado, seus bisbilhoteiros.

Outro motivo é que outros Toni Barros estão surgindo por aí. Normalmente eu os descubro porque as pessoas me confundem com eles e atormentam a minha vida. Então, como eu estou sumido mesmo e não sou insubstituível, deixo vocês com os Top 5 Toni Barros que já me apareceram.

1. O Fotógrafo

Um belo dia em 2011, abri o Twitter e descobri que virei herói nacional. Estou esperando a Repórteres Sem Fronteiras mandar a minha medalha.

Fiz tudo isso de madrugada, dormindo

Os créditos deste feito heroico devem ir, na verdade, para Tony Barros, fotógrafo da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Uma espécie de  Saiba mais sobre ele aqui e aqui.

Uma espécie de Buscapé da vida real
2. O Empreendedor de Sucesso

Ano passado comecei a receber e-mails direcionados a um jovem empresário do ramo de ... tudo. De kit lanche até limpeza de caixa d'água. Veja só um exemplo:

Fazemos qualquer negócio. Qualquer mesmo.
A criatura teve a capacidade de configurar seu e-mail colocando um "reply-to" para o MEU e-mail. Ou seja, para todos os e-mails que ele enviava, a pessoa respondia para mim.

Das 7 primeiras vezes eu avisei que estava errado. Alertei o cliente, alertei o meu xará. Mas isso continuou acontecendo. Foi mais forte que eu, tive que tentar sabotar o negócio dele. Aliás, dá uma olhada no naipe do fornecedor, é o par perfeito dele.

DE ALFINETE A FOGUETE
3. O Aluno de Inglês Caloteiro

Toni Barros precisava aprender inglês. O mercado de trabalho em Brasília estava impossível para quem só fala a língua pátria. Então ele foi à conceituada instituição de ensino YouMove, na esperança de aprender a língua de Shakespeare em apenas 24 meses. Só que ele deu o meu e-mail. O filhadaputa deu o meu e-mail.

Fui educado, porque isso pode acontecer com qualquer idiota
A moça nem respondeu. Durante um mês fiquei recebendo newsletter com "Dicas de inglês da YouMove" - sem opção de unsubscribe, claro. Aí eu recebi este:

Só pra confirmar, alguém perguntou se eles não são de Québec?

Este e-mail tem junta 3 coisas que eu não posso ver pela frente: spam, assassinato de português e erro de atribuição a citações. Não consegui me segurar.

O Martin Luther King, Jr. falou muitas coisas bonitas, mas esta não foi uma delas

Ele não me respondeu, mas fiquei sem receber e-mails deles por um mês. Pensei que tivessem me esquecido, até que recebi um e-mail dizendo que eu ia estourar em falta. Eu não, meu xará. Como eu estava de bom humor, respondi educadamente explicando a confusão. No dia seguinte, recebo outro:

Não só o Toni Barros mata aula, como também é caloteiro!

Tentei mais uma vez explicar a situação, mas depois da resposta que eu recebi eu achei que era mais fácil criar um filtro pra bloquear e-mails da YouMove e deixar eles falando sozinhos.

Quando a pessoa escolhe o caminho da burrice, o que a gente pode fazer?
4. O Designer

Este chegou a mim pelo Dropbox, aquela maravilha da idade contemporânea. O fotógrafo me mandou todas as fotos da campanha, duas vezes - o bruto e as fotos tratadas. O cliente é Toni Barros, designer de moda do seguimento (sic) de Fashion Jewelry aka bijuteria. O site é este.

Dá uma força pra ele
5. O do Arrocha

Este dispensa apresentações. Apenas dê play e curta o recado que ele dá para os outros Toni Barros.



--EDIT: Apareceu mais um!

6. O Portuga que vende ouro

Essa apareceu agorinha no meu e-mail. Recebi a minuta de contrato de cessão de quotas de uma empresa de Portugal, com sede em Meinedo, descrita como:
"Comércio, importação e exportação de ouro, prata e outros metais preciosos. Comércio por grosso de relógios e de artigos de ourivesaria e joalharia.Comércio a retalho de relógios e de artigos de ourivesaria e joalharia."

Aparentemente, meu xará português está cedendo as quotas da empresa para um outro xará espanhol. Aviso ou não aviso que mandaram pra pessoa errada?

16 de outubro de 2012

21 de setembro de 2012

Corpo de baile

Que eu estou gordo, eu já sei. Desde o meu último post, há 1 ano menos 9 dias, eu devo ter ganho uns 10 quilos. Nenhuma surpresa nisso, já que passei por um dos períodos mais estressantes da minha vida e nunca fui fã de exercícios, e essa combinação nunca faz bem.

Mas os tapas na cara que tenho levado nos últimos meses me fizeram perceber que preciso rever urgentemente essa situação.

Minha namorada e eu compramos ingressos para todos os espetáculos da Temporada de Dança do Teatro Alfa, e mais alguns espetáculos aqui e ali. O forte dessa temporada é dança contemporânea. Nada de tutus, pliés, en pointe, resumindo, frescurinhas. São só homens e mulheres com corpos perfeitos fazendo movimentos ritmados, não-naturais e, às vezes, meio esquisitões.

Recomendo fortemente, quando tiverem a oportunidade, assistir aos espetáculos de companhias como São Paulo Cia de Dança, Grupo Corpo, Akram Kahn e Nederlands Dans Theater. Se quiser aproveitar a temporada, ainda tem espetáculos em setembro e novembro.

Eu vejo isso e fico aqui com a minha dor de cotovelo (literal e figurada), com meu joelho estalando a cada vez que levanto da cadeira, doendo quando ando muito, minha lombar doendo quando fico muito tempo sentado, meu esqueleto e seus ruídos matinais, eu indo na quiropraxista toda semana, eu e meus raios X, minhas ressonâncias magnéticas, tendinites e escoliose.

Por isso, além do fascínio pela dança contemporânea como arte, admiro até como esporte. E deve ser um esporte gostoso de se praticar, agradável, até terapêutico.

PS: Este post é o cumprimento de um acordo fechado a cuspe com a Natalia. A partir de hoje volto a atualizar o blog e aos poucos vou rever o layout e tudo mais.

30 de setembro de 2011

Doce gentileza


Se você tem caminhado por São Paulo ultimamente já deve ter se deparado com o que considero o maior gesto de gentileza que o proprietário de um certo imóvel pode fazer com a sua vizinhança, quiçá com o resto do mundo. Não estou falando de manter sua calçada bem cuidada, porque isso é obrigação. Gentileza não é obrigação, é simplesmente algo que a gente faz visando proporcionar algo legal aos outros.

Imagine andar no calor que tem feito neste começo de primavera. Ou talvez você não precise imaginar, pois sabe bem como é isso. Final de tarde já começou a ficar mais agradável, mas de vez em quando você sente o calor de um muro que ficou o dia todo quarando. Seu nariz coça por dentro por causa do ar seco, e você caminha com fones de ouvido, escutando, sei lá, Crash Test Dummies num volume alto o suficiente para o barulho do trânsito não te incomodar. E olhando para baixo, porque você usa óculos de grau então não tem óculos escuros para te proteger do sol.

Passa por calçadas quebradas, bitucas pisadas, sacos de lixo aguardando coleta, e de repente você percebe um pedaço de calçada coberto de sombra, todo manchado de um preto avermelhado, como se pequenas gotas de sangue tivessem chovido num raio de uns 2 metros. Não se assuste. Olhe para cima e verá o exemplo de gentileza a que me referi acima: uma amoreira, plantada no jardim da frente de uma casa, cujos galhos oferecem gratuita e generosamente os pequenos frutos a quem passa. Segue um manual de etiqueta e senso comum para estas situações.

1. Dos galhos que estão do lado de fora do muro, cerca, grade, portão ou algo que o valha, pode pegar. O que está dentro é do dono da casa.
2. Não seja fominha. Pegue uma, duas, três. É um regalo, não é um banquete. (criança pode)
3. Pegue só as pretinhas. Deixe as vermelhas e as verdinhas para quem passar por lá daqui a alguns dias.
4. Se você for uma pessoa alta, dê preferência para as amoras mais inalcançáveis. Assim os baixinhos também têm chance.  (aliás, ofereça ajuda se vir um baixinho tentando de tudo para puxar um galho para baixo)
5. Não é porque aquela amora do chão está inteirinha que você pode comer. Deixe para os passarinhos e formigas. Eu nem precisava dizer isso, certo?
6. Não quebre um galho para levar pra casa. Já vi gente fazendo isso. Na boa. PQP
7. Cuidado com as roupas. As brancas atraem. Não sai de jeito nenhum.

Se você quiser investir na gentileza para com os transeuntes de seu logradouro, plante uma amoreira na beira do seu terreno. Leva uns 2 anos para produzir, dá frutos de setembro a dezembro dependendo da variedade, e não precisa de muitos cuidados.

Amoreira

16 de agosto de 2011

Estou vivo

Estava limpando um fichário dos tempos da (primeira) faculdade para usar na pós e encontrei uma folha em cujo rodapé está escrito:

Toni é uma pessoa que consegue escrever sobre muitas coisas, menos sobre ele mesmo.

oremos

21 de fevereiro de 2011

Minha vida de acordo com quem?

Eu não quero decepcionar ninguém, muito menos minha amiga e comparsa Camila Pires, aquela moça que está diferente de quando eu a conheci lá nos idos de 2005, quando ainda morava em Guarulhos e tomava condução pra trabalhar no Butantã e agora mora nas Perdizes e vai cada dia com um carro diferente, dizem que já foi vista com Celta, EcoSport, Palio e Uno, mas tudo o que ela queria era mesmo um Fiesta, a Camila que me deixou como desafio, como provocação, como afronta a tarefa de descrever-me a mim mesmo utilizando apenas títulos de canções de uma certa banda ou artista de minha preferência, à minha livre escolha.

O que ela não sabe é que eu já fiz isso, meses atrás, lá no Facebook. Se você for meu amigo pode ver, se for só um curioso leitor que chegou aqui após ter feito uma sequência fortuita de cliques depois que meu nome foi citado no twitter do Sr. Mombojó por causa da supra-citada Srta. Pires, pode ler aqui abaixo.

Minha vida de acordo com Belle & Sebastian

Escolha o seu Artista: Belle & Sebastian
Você é um homem ou mulher? Lord Anthony
Descreva-se: Wrapped up in books
Como você se sente? My Wandering Days Are Over
Descreva o local onde você vive atualmente: I'm not living in the real world
Se você pudesse ir a qualquer lugar, onde você iria? Ease your feet in the sea
Sua forma de transporte preferido? The Rollercoaster Ride \o/
Seu melhor amigo? Little Lou, Ugly Jack, Prophet John
Você e seu melhor amigo são? We Rule The School
Qual é o clima? Nice day for a sulk
Hora do dia favorita? Waiting for the moon to rise
Se sua vida foi um programa de TV, o que seria chamado? The boy done wrong again
O que é vida para você? A Space Boy Dream
Você sorri quando? If She Wants Me
Você chora? The blues are still blue
Seu relacionamento? There's too much love
Seu medo? It could have been a brilliant career
Qual é o melhor conselho que você tem que dar? Stay Loose
Pensamento do Dia: A Summer Wasting
Meu lema: The magic of a kind word

Mas como eu não quero decepcionar ninguém, nem os amigos, nem os leitores fiéis, nem os leitores casuais, vou aceitar novamente esse desafio e me reinventar, proporcionando a vocês mais um olhar bisbilhoteiro na minha alma playlist. Vou trapacear um pouco, pegar um artista em carreira solo e a banda que o lançou, porque uma obra é praticamente continuação da outra. Impeça-me se você acha que já ouviu isso antes.

Minha vida de acordo com Morrissey + The Smiths

Escolha o artista/banda: Morrissey + The Smiths
Você é homem ou mulher? Tony the Pony
Descreva-se: This charming man
Como você se sente? Panic
Descreva o local onde você vive atualmente: What difference does it make?
Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria? Nowhere fast
Sua forma de transporte preferido: On the streets I ran
Seu melhor amigo: I like you
Você e seu melhor amigo são: The ordinary boys
Qual é o clima? Paint a vulgar picture
Hora do dia favorita: Tomorrow
Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado? Little man, what now?
O que é vida para você? Life is a pigsty
Você sorri quando: I just want to see the boy happy
Você chora quando: I know it's over
Seu relacionamento: Now my heart is full
Seu medo: I started something I couldn't finish
O melhor conselho que você tem a dar: You're gonna need someone on your side
Pensamento do dia: Sing your life
Seu lema: Do your best and don't worry

Ainda para não decepcionar ninguém, pois pelo que entendi é esperado de mim que eu indique uma pessoa para assim perpetuar o alcance desta série, e já que a banda por mim escolhida foi The Smiths, nada mais adequado que passar a palavra a uma ilustre blogueira recém retornada à Manchester Goiana, que assim como eu terá que se reanalisar para chegar a uma nova biografia musical, a minha querida amiga Conge, que de sua cozinha anapolina faz sair vez ou outra biscoitos que cruzam o planalto central e vêm se estabelecer bem aqui no buraco negro do Google Street View em São Paulo, conhecido como o bairro do Brooklin.

10 de janeiro de 2011

Não pode por quê?


Hoje, na Fnac do Morumbi Shopping, fui abordado por um funcionário ao tirar uma foto, com o celular, da capa de um livro. Perguntei o motivo, ele disse que era um espaço privado e que era proibido tirar foto dentro da loja, e que se eu insistisse eu poderia ser abordado por um segurança (jeito fino de dizer que ele o chamaria). Eu expliquei que eu era apenas um cliente querendo guardar o nome de um livro para comprar depois, e que nesse caso eu certamente não o compraria na Fnac, e sim na Livraria Cultura.

Devo dizer que já tinha ressalvas em comprar livros, CDs e DVDs na Fnac, por um motivo muito simples: não ganho nada fazendo compras lá. Para pontuar no programa de fidelidade deles, preciso ter o cartão de crédito private label da Fnac. Eu não preciso nem quero mais um cartão de crédito na minha vida carteira, então prefiro fazer minhas compras na Livraria Cultura (de todas a minha preferida, pelo atendimento e ambiente) ou na Saraiva, onde só precisei fazer um cadastro para ter descontos e ganhar pontos (aliás, meu CD novo do Pato Fu saiu quase de graça na Saraiva com esses pontos).

Uma pechincha, e valeu cada ponto

Fiquei com essa pulga atrás da orelha e aproveitei, já que estava por perto, para atravessar a rua e ir à Livraria Cultura do Shopping Market Place pra saber como funciona por lá. Já tirei fotos de capas de livros lá dezenas de vezes, mas nunca me abordaram por causa disso. Fui perguntar para a mocinha do caixa e contei o que tinha me acontecido na Fnac. Ela disse que na Cultura também não podia, e que era uma questão de direito autoral do livro. Perguntei: Mas se eu comprar o livro, pode? Resposta: Aí pode, porque o livro é seu. Ela concordou comigo que isso era meio ridículo, mas que era assim.

Eu não sou advogado, mas se tem uma lei que eu conheço relativamente bem é a Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998 (eu não tive que pesquisar essa data, juro, decorei pra uma prova), pois como fotógrafo amador e pseudo-cineasta essa é uma lei que me afeta.

Esta confeitaria não entendeu bem o escopo dessa Lei

Eu não quis discutir com a mocinha do caixa porque ela parecia super ocupada, mas pelo que me consta os direitos de um livro (ou de qualquer obra) não passam a ser meus a partir do momento em que eu o compro. É apenas um exemplar. Ademais, a lei não considera ofensa aos direitos autorais "a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro" (capítulo IV, artigo 46, inciso II - isso eu pesquisei, confesso). Nem era esse o caso: eu queria a imagem apenas para lembrar de ir atrás dele depois. Eu já tinha lido um livro do Martin Page (mentira, eu li metade, o livro sumiu, quem pegou?) e fiquei interessado em ler outro.

Reprodução seria, digamos, postar a tal foto do livro aqui.

Eu não queria reproduzir, eu queria apenas ter. Vocês podem dizer: por que você simplesmente não anotou o nome do livro e do autor? Eu respondo: porque eu tenho preguiça e um celular com câmera. E pra mim câmera de celular não é boa o suficiente pra tirar fotos de verdade, então eu a uso quase que exclusivamente pra registrar coisas e lembrar depois. Tiro foto de receita pra não ter que copiar à mão, ok?

E eu só reproduzi a capa do livro aqui por birra, e porque esse blog não tem fins lucrativos. (Aliás, perceberam que eu tirei os anúncios do Google? Se vocês soubessem a grana que eu estava ganhando com eles, teriam ficado com pena e clicado obsessivamente em cada um)

Pronto, agora vocês sabem.

Para me garantir, perguntei para meu primo, que é sócio de uma editora, se uma editora (que é quem detém os direitos sobre a obra) se importa com isso. Ele disse que não, que juridicamente não há violação dos direitos, e que mercadologicamente a editora acha ótimo que se divulgue a capa dos seus livros.

Então a explicação da moça simpática do caixa da Livraria Cultura não procede. A mesma explicação eu recebi, via Twitter, de uma amiga e ex-funcionária da Fnac:


Não tirei foto da loja e o argumento não se aplica ao produto. A única explicação que me restou, ainda que frágil, foi a que meu primo me passou: alguns comerciantes criam estas restrições para evitar que as fotos de seu estabelecimento cheguem às mãos dos seus concorrentes, e eles possam analisar a disposição e a variedade dos produtos, e com isso roubar a vantagem competitiva deles. Considerando que um concorrente pode entrar livremente na loja, acho que a Fnac (e qualquer outro comerciante) tem mais a perder ao constranger um cliente do que se cancelasse essa proibição.

Mas também não tenho certeza se é esse o problema. Escrevi para o SAC das duas livrarias para perguntar qual é o motivo disso. Se eu receber uma resposta, publico aqui. Escrevi também para a Rocco, que é a editora do livro, para saber o que eles pensam.

Como disse a Flavita, "ai, essas lojas de 1900". Eu não pensei que fosse o caso destas duas livrarias. As duas têm aplicativos para iPhone que permitem ler o código de barras dos produtos da loja, e para isso é preciso, pasme, tirar uma foto (ainda que app o da Fnac só esteja disponível na França e que o da Livraria Cultura, mesmo depois da atualização que prometia resolver o problema, ainda tenha um bug que impede essa funcionalidade no meu aparelho). E ainda tem o Google Goggles, funcionalidade recém lançada para o iPhone (acho que já existia para Android) que permite fazer buscas a partir de imagens (livros, obras de arte, logos, etc). A tecnologia tenta facilitar a nossa vida, a irracionalidade segura.

Update 17/01:

Recebi a resposta da Fnac.
Prezado Sr. Antonio,
Informamos que seu comentário foi encaminhado ao departamento responsável, desde já agradecemos por seu comentário, pois é através de críticas e sugestões que podemos melhorar nosso atendimento.
Andréia Silva
Atendimento – fnac.com.br
 Minha réplica:
Bom dia, Andréia,
Obrigado por encaminhar a minha mensagem aos responsáveis. Aguardo a resposta deles.
Antonio
Resultado:
This is an automatically generated Delivery Status Notification.
Delivery to the following recipients failed.
      atendimento@fnac.com.br
Eu meio que já esperava isso. Como consumidor, é extremamente frustrante enviar uma solicitação/questão/pergunta específica para uma empresa e receber uma resposta genérica e evasiva. Concordo em enviar a mensagem para o departamento responsável, mas gostaria que o atendimento continuasse com eles. Na teoria do atendimento ao consumidor, o SAC faz o atendimento em si, intermediando a comunicação com os demais departamentos. O cliente não quer saber se a sua pergunta chegou à pessoa certa; ele quer saber a resposta. Vou tentar novamente pelo site.

Update 03/02:

Recebi, em 18/01, a seguinte resposta da Fnac:

Prezado Sr. Antonio,
Encaminhamos seu e-mail ao reponsável da loja para análise e pedimos por gentileza para aguardar um retorno.
Atenciosamente,
Elaine de Oliveira
Atendimento – fnac.com.br

Até o momento, não recebi o retorno prometido.

9 de dezembro de 2010

E se...?

Please don't confront me with my failures
I have not forgotten them
-- Jackson Browne

Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better.
-- Samuel Beckett

Há um mês decidi comprar uma bicicleta. Não tive que escolher entre casar ou fazer esta aquisição, se é isso que você está pensando. Simplesmente comprei uma bicicleta para tornar mais agradáveis e saudáveis os meus deslocamentos mais curtos. Foi uma decisão fácil, ou, como dizem lá fora, um no-brainer.

Nunca falei muito por aqui sobre minha vida profissional (só de brincadeira neste post), porque sempre estive pelo menos moderadamente satisfeito com ela e os meus dramas eram outros. Agora, no entanto, a situação se inverteu.

Há decisões fáceis de se tomar, como comprar uma bicicleta, mas nas decisões importantes sempre me dá uma certa insegurança, principalmente quando eu analiso meu passado e vejo a quantidade de escolhas das quais eu me arrependo, especialmente no âmbito profissional.

Tive a oportunidade de fazer duas faculdades, e nenhuma das duas me deu bases para o que eu pretendo fazer agora, que é abrir meu próprio negócio. Pareciam uma boa idéia na época, claro, porque eu não tinha a menor ideia do que eu queria fazer da minha vida. Para mim o ideal era ter um bom emprego numa boa empresa, porque é essa a tradição na minha família - ou são empregados ou são profissionais liberais. Não cresci pensando em empreendedorismo, convivendo com empreendedores. Mas após trabalhar alguns anos para os outros, percebi que não era isso que eu queria.

Por outro lado, será que se eu tivesse feito um curso, digamos, útil para este momento, eu teria seguido em frente com ele? Será que eu estaria com os mesmos planos que tenho hoje? E se eu tivesse cursado Administração? E Hotelaria? E Gastronomia?

"E se...?", "e se...?", "e se...?". A vida é cheia disso. E se eu gostasse da minha área? E se eu tivesse largado a carreira de RP pra investir na de Cinema? E se meus professores de Administração não tivessem sido os mais picaretas de todo o curso? Nem todo "E se...?" expressa um arrependimento, e nem sempre é um desejo de que as coisas tivessem acontecido de forma diferente. São apenas reflexões sobre o passado, mas de que forma podem ajudar a resolver os problemas do presente e do futuro?

2 de setembro de 2010

Comendo gente

Você deve ter acompanhado a polêmica da última semana sobre o Restaurante Flimé, que fez ampla campanha na mídia alemã anunciando que serviria pratos baseados na cozinha da tribo amazônica wari, conhecida por seus hábitos canibais. Se não acompanhou, leia aqui. No site deles, em que diziam ser filial de um restaurante brasileiro, havia um formulário que os interessados podiam preencher concordando em doar uma parte do seu corpo para o restaurante.

Amigos meus, onívoros, vieram me perguntar o que eu achava disso. É repugnante mas, sinceramente, pelo menos as pessoas cujos membros serão degustados terão concordado com isso e cedido partes de si por livre e espontânea vontade.

Isto é, se esse restaurante fosse mesmo existir. Pois, como já se suspeitava, era um golpe publicitário para chamar a atenção para a organização pró-vegetarianismo alemã Vebu. O argumento deles é de que em todo pedaço de carne existe um pouco da espécie humana. Isto porque, enquanto no mundo 1 bilhão de pessoas passam fome e 1 morre a cada 3 segundos de desnutrição, a maior parte da produção mundial de grãos é destinada à alimentação animal para a indústria de carne. Para produzir 1kg de carne, é preciso dar 16kg de comida. E antes que digam "é capim, nós não queremos capim!", estou falando de ração feita a partir de grãos e de soja. No mínimo, isso é um uso ineficiente de recursos. Eles falam também dos danos ambientais causados por essa indústria, algo que já abordei em outro post.

Outro pedaço da humanidade presente na carne que não foi abordado no posicionamento do Vebu é o impacto psicológico que esta indústria tem sobre as pessoas que trabalham em matadouros. Se você entende bem inglês, recomendo que ouça este podcast da Colleen Patrick-Goudreau sobre a criação de porcos, em que ela fala de uma reportagem investigativa (que virou livro) feita pela jornalista Gail Eisnitz, do Washington Post, em todos os matadouros dos Estados Unidos (em todos, para não dizerem que o que ela viu foram fatos isolados). Esta jornalista registrou entrevistas com os trabalhadores, em que eles próprios falam sobre como ficam dessensibilizados à violência, como esse ciclo de violência faz com que eles tenham comportamentos que eles mesmos reconhecem como abusivos e como essa violência é motivada pelo estresse ao qual eles são submetidos diariamente. E, finalmente, como é comum que este comportamento se reflita nas relações familiares, culminando em casos de alcoolismo e violência doméstica.

(Aliás, se interessar ouça todos os podcasts dela, que são realmente excelentes. Tem um box com o link na barra lateral do blog.)

31 de julho de 2010

Você é amigo de quem?

Fui essa noite ao show de uma banda curitibana, Rosie and Me. Uma amiga minha curte o som deles e perdeu o show que teve ontem no SESC Consolação, então acompanhei-a ao show de hoje que, segundo ela, era "em algum lugar da Vila Madalena".

Um lugar meio secreto. São-Paulo-indie-underground-offstream.

O show não estava anunciado no MySpace da banda, só no Facebook. A lugar onde foi o show estava listado como um dos organizadores do evento, então procurei o endereço. Estava lá, Rua Tal. Coloquei no Google Maps e a rua não existia.

Notem: não veio resultado nenhum, o que provavelmente significa que não existe uma rua com aquele nome em lugar nenhum no planeta.

Dei uma pesquisada no Google e descobri que o endereço estava errado no Facebook, era Rua Etc-e-Tal. Beleza. Essa tem no Google Maps, fica mesmo na Vila Madalena, travessa daquela rua que eu conheço, eu sei chegar lá.

Só que o endereço era Rua Etc-e-Tal s/n. Sem número. Tudo bem, pensei. Chegando lá vamos ver uma porta com alguém na frente, talvez um manobrista, ou pelo menos uma placa escrito: É AQUI.

Não. Chegamos lá e a rua estava deserta. Era uma travessa de um quarteirão, só residências. Todas as portas fechadas. Andamos de uma ponta a outra e eu ouvi uma música. Parecia vir de uma garagem. Fomos em direção a ela e alguém abriu a porta e saiu. Perguntei: "é aí?". Ele respondeu: "é aqui mesmo".

Entramos, pegamos a comanda, tudo ok. Era uma casa de avó convertida em ... nada, era uma casa de avó sem móveis com um espaço para a banda na sala e uma parafernália de som. No quintal, sofás e um bar. A decoração tinha um manequim pintado, uns pôsteres de exposições de design, bandeirolas de festa junina, um quadro enorme com a pintura de uma igreja com patas de vaca (atrás do "palco") e uma placa da Prefeitura dizendo que era proibido jogar lixo e entulho. Acho que posso chamar isso de objet-trouvé.

(A tal placa dizia que os infratores estariam sujeitos a apreensão e multa de R$ 500. Fiquei pensando em como é difícil se desfazer de entulho na cidade de São Paulo, e me pareceu muito conveniente pagar R$ 500 para a Prefeitura apreender o meu lixo.)

Eram duas bandas, na verdade, e o show da primeira, Hidrocor, ainda não havia começado. Porque eles ainda não tinham chegado lá, mas tudo bem.

Todo mundo lá parecia se conhecer. Tinha um careca que era idêntico ao meu professor de História do 3o colegial, um dos melhores professores da minha vida, e se não fosse pela voz eu juraria que era ele mesmo. Até porque era bem a cara dele estar lá naquele lugar. Ele conversava com todo mundo, aliás todo mundo conversava com todo mundo. Ficamos nos sentindo como se tivéssemos entrado de penetra numa festa na casa da avó de alguém.

Eu tinha visto no evento do Facebook que uma antiga colega da ECA estaria lá. Eu não falava muito com ela, nem pensei que ela fosse me reconhecer, mas reconheceu e veio me cumprimentar.

"Oi Toni, há quanto tempo! Nunca te vi aqui... você é amigo de quem?"

Nosso atestado de penetras. Era preciso ser amigo de alguém para estar lá. Tudo indicava que uma pessoa não deveria chegar lá sem conhecer ninguém, mas nós chegamos. E já que estávamos lá, curtimos o show que foi bem legal.

Agora, vocês vão me desculpar, mas acho que não posso revelar o nome do local nem o endereço. Vocês são amigos de quem?

22 de julho de 2010

26 de junho de 2010

Interatividade é isso

Depois de ler os comentários que deixaram no último post, o post da May também sobre solidão e o da Nat em resposta a nós dois, achei necessário escrever de novo.

Porque interatividade é isso.

E porque essa Geladeira tá cheirando a mimimi, e não é por aí.

Como eu disse no comentário que eu deixei para a Nat, o problema não é ficar só, passar um dia sozinho. Isso é ótimo, às vezes necessário, e dependendo do que pretendo fazer, até prefiro. Não conheço ninguém que tenha paciência de ir a um museu comigo, por exemplo; eu posso passar horas lá e odeio que me apressem, então prefiro ir sozinho mesmo.

Mas é melhor quando ficar sozinho é uma das opções, e não a única. E quando essa não é a alternativa mais frequente.

E quando eu falo sobre não estar sozinho, não estou falando de estar com amigos. Amigos são ótimos, mas não bastam.

* * *

E para não dizerem que não ligo para os meus leitores, já que o @alesqui protestou, eu vou retomar o meme de cinema.

Porque interatividade é isso.

19 de junho de 2010

Rouco de tanto silêncio

Esses dias que passo sozinho, em que praticamente só vocalizo as palavras da gentileza (bom dia, com licença, por favor, obrigado), têm em mim um efeito parecido com uma noite no karaokê.

Fico rouco.

A garganta, seca e atrofiada, arranha. Estranha.

Quando finalmente falo, a voz sai fraca, trêmula, grave, insegura, baixa. Eu mesmo não reconheço.

* * *

Esses dias que passo sozinho devem ser a única coisa boa de estar solteiro. Não faço planos, ou se faço, mudo e não preciso convencer ninguém.

Hoje fui ao centro levar a velha câmera do meu pai para consertar. Larguei o carro na estação e fui de metrô, que é bem mais fácil ir para o centro de metrô. Na volta, decidi ir até um laboratório em Pinheiros pra deixar uns rolos, e aproveitaria para conhecer a nova linha amarela.

Mas por enquanto a linha amarela só funciona em dias de semana, então mudei de planos. Desci no MASP e tirei algumas fotos. Deu vontade de entrar, mas passou.

Deu vontade de ir até o SESC Paulista. Fui andando pela Paulista, passei na frente do Centro Cultural Fiesp. Deu vontade de entrar, entrei. Exposição fotográfica da Maureen Bisiliat, inglesa que veio pro Brasil em '57 e nunca mais foi embora. Fotografou os sertões de Euclides da Cunha, o sertão de Guimarães Rosa, o xingu dos Villas Boas, China, Bolívia, Japão.

Havia uma sequência de uma vila de pescadores. Ele teciam suas próprias redes, iam para o mar em seus próprios barcos, pescavam seus próprios peixes. Tão artesanal, equilibrado, inofensivo.

Pensei que se eu estivesse lá, comeria aquele peixe. Mas a última foto era de um golfinho morto, preso naquela rede.

Saí, continuei andando em direção ao SESC, cruzei a Pamplona, lembrei da Goóc e deu vontade de entrar. Estou procurando uma carteira nova, mas você sabe como é difícil achar uma carteira que não seja feita de couro?

Na Goóc tem, mas eu não gostei.

Deu vontade de almoçar. O Cheiro Verde era ali perto. Comi tofu. Era bastante comida mas não pesou nada no estômago. O pudim de laranja vale o retorno.

Voltei a andar, passei na frente de um lugar que eu queria ir há algumas semanas. Por sinal, eu havia me programado para ir hoje, mas esqueci. Olhei no relógio, tinha acabado de fechar.

O bom de ser solteiro é que se você não faz uma coisa que tinha planejado, a única pessoa que você desaponta é você mesmo.

Cheguei ao SESC e estava fechado. Em reforma. O Itaú Cultural, em frente, estava com programação do Sganzerla. Deu vontade de entrar, mas passou.

Passei na frente da Casa das Rosas. Deu vontade de entrar, entrei. Andei pelo jardim, andei pelo terraço, andei pela varanda. Entrei na biblioteca, escolhi um livro e comecei a ler. Grande Sertão, porque a exposição me inspirou. Mas não era o livro certo para ler daquele jeito. Decidi trocar por um livro de contos, fui no Primeiras Histórias, mas ao lado do Rosa estava o Roque. Luiz Roque, e eu achei uma coincidência absurda encontrar um dos livros do meu professor de química do colegial na biblioteca da Casa das Rosas.

Para um químico, uma pessoa das ciências exatas, exímio enxadrista, até que os contos dele são bem fantásticos. Como diz o título do livro, aliás. São minicontos de até uma página e meia, e os que eu li parecem fragmentos de sonhos.


Saí de lá, voltei pro Shopping Metrô Santa Cruz onde eu tinha largado o carro. Do último piso do estacionamento o pôr do sol estava bonito, tirei umas fotos.

Esses dias que passo sozinho devem ser a única coisa boa de estar solteiro. Mas abriria mão deles fácil, fácil.

Não terminei o meme dos filmes, né? Nem vou.

12 de maio de 2010

Dia 14 - Um filme que ninguém imagina que eu possa gostar - Tokyo-Ga

Eu criei uma comunidade no orkut chamada "Quando vejo Wenders, eu durmo". No entanto, eu não dormi assistindo Tokyo-Ga, por incrível que pareça.

Tokyo-Ga é um documentário em que Wim Wenders explora a sociedade japonesa paralelamente à obra do cineasta Yasujiro Ozu. Wenders passa horas andando por fliperamas japoneses, campos de golfe japoneses, fábricas de comida japonesa de plástico... Mas conseguiu prender minha atenção, não sei exatamente o porquê.

11 de maio de 2010

Dia 13 - Um filme que é um prazer com culpa - O Incrível Exército de Brancaleone

Não sei se entendi bem a pergunta, ou se traduzi direito... Esse filme é uma comédia épica de 1966 na qual um grupo de mal-acabados na Itália medieval convence um cavaleiro pobretão a reclamar terras descritas em um pedaço de documento que eles roubaram de um cavaleiro alemão. Dá pra rir alto.

10 de maio de 2010

Dia 12 - Um filme que eu odeio - Zohan: Um Agente Bom de Corte

Sinto muito, não vou perder muitas linhas falando sobre este filme.


9 de maio de 2010

Dia 11 - Um filme que mudou minha opinião sobre alguma coisa - Jogos Mortais III

Eu nunca tinha visto nenhum filme da série até minha ex me arrastar pro cinema para ver Jogos Mortais III. Não sou fã de filmes de gore e violência gratuita, e pensei que essa série fosse só sobre isso. Eu me enganei. Vi Jogos Mortais III e depois vi o IV, o V, o VI, o I e o II, e vou ver o VII logo que sair. A história me prendeu mesmo, é muito bem amarrada.


8 de maio de 2010

Dia 10 - Filme clássico favorito - Casablanca

Se você não viu ainda, faça-se um favor. Casablanca é tudo o que um filme precisa ser.

E tem a maior quantidade de frases célebres por metro de película.

7 de maio de 2010

Dia 9 - Um filme com a melhor trilha sonora - Quase Famosos

Eu não tive uma educação musical muito satisfatória. Já falei sobre isso aqui. Então, muito do que eu conheço de música foi porque ouvi alguma coisa em algum filme e gostei, fui atrás.

Um dos principais filmes que me levaram a pesquisar bandas e épocas foi Quase Famosos. Para quem não sabe, é um filme meio autobiográfico do Cameron Crowe, que quando era jovem foi contratado pela Rolling Stone para fazer um perfil de uma banda que estava despontando nas paradas, o Led Zeppelin. No filme, a banda virou Stillwater. A trilha contém Simon & Garfunkel, The Who, Yes, The Beach Boys, Rod Stewart, The Allman Brothers Band, Lynyrd Skynyrd, Elton John, David Bowie, Cat Stevens (antes de virar Yusuf Islam) e, claro, Led.

O básico.

Aliás, o Cameron Crowe é um cara que sabe escolher música pra trilha. Vanilla Sky é praticamente o álbum Kid A do Radiohead.



Uma observação: esse filme quase perdeu nesta categoria para o filme 18.

6 de maio de 2010

Dia 8 - Um filme que já vi inúmeras vezes - Se Minha Cama Voasse

Esse é facilmente o filme que eu mais vi na minha vida.

Durante um ano, mais ou menos, e eu devia ter uns 8, eu alugava esse VHS toda vez que alguém dava a ideia de ir até a locadora. Se eu não ia junto, me perguntavam: "quer que traga dois ou só o da cama voadora?".

Não era da cama que eu gostava. Claro que seria legal ter uma cama que viaja no espaço-tempo, mas o legal mesmo era a magia da locomoção. Eu cheguei a treinar usando as palavras mágicas "treguna, mekoides, trecorum satis dee", concentrado nos meus sapatos.